Geração de Alternativas

Esta semana os desenhos continuam, assim como na semana passada comentei, todos os desenhos são esboços, por isso o ritmo segue sendo este também. Isso porque, como já tinha comentado, a intenção neste momento é deixar as ideias aparecerem, em desenhos despretensiosos e com o único objetivo de gerar mais e mais alternativas.

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Com o passar do tempo, os desenhos ganharão mais identidade, serão ilustrados adequadamente, destacando cartela de cores e materiais. Entretanto, hoje é apenas reforçar noções de design, modelagens, modelos e linhas que sejam coerentes com o conceito escolhido para este projeto.

Nesta etapa da geração de alternativas, o objetivo foi pensar em modelos de calçados simples, já existentes, mas que tivesse alguma informação diferenciada na modelagem como; recortes assimétricos, pureza de linhas, ou seja, a presença de poucos elementos e que acima de tudo, estes calçados demonstrem uma identidade.

Muito embora, talvez, este post pareça super simples e “bobinho”, acho fundamental, falar de todo o transcorrem (ainda que inicial) deste projeto, de coração aberto e extrema simplicidade como está sendo para desenvolver e planejar este futuro produto.

Semana que vem tem mais! Gostou? Conta aqui!

Vamos Falar de Geração de Alternativas? – O início

No último post desta série falei sobre a cartela de cores, ou seja, quais as cores que se apresentarão nos modelos de calçados criados, tendo já de modo bem claro o tema inspiração e o público alvo.

Assim, nesta etapa do desenvolvimento deste projeto começa a fase de geração de alternativas, que nada mais é que (com toda essa bagagem de informação citada anteriormente); os desenhos. Neste momento, tudo é bem embrionário, são apenas esboços de modelos, com o objetivo de ir dando vasão as ideias, deixando tudo fluir, para posteriormente apresentar desenhos mais incrementados, ilustrados à mão ou em algum programa de desenho.

Por isso, nesse começo não há pretensão alguma de destacar desenhos “maravilhosos”, super sofisticados, são apenas croquis rudimentares. Além disso, é indispensável desenhar, desenhar e desenhar, para que lá na frente, haja uma quantidade razoável de opções para fazer a seleção destas alternativas.

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É claro que a qualidade dos desenhos e o grau de incremento destes irá se elaborando com o passar do tempo, até porque tudo é uma questão de exercício e prática, permitindo o desenvolvimento das habilidades. Como faz muito tempo que não desenho, confesso estar enferrujada, mas sei que aos poucos tudo irá melhorando.

O foco deste projeto é criar modelos de calçados baixos, em modelagens simples, que sejam versáteis para vários looks do público alvo e que possuam um design essencial, pois deste modo, irá ser coerente também com o tema/inspiração eleito.

Para esta etapa utilizei algumas referências que foram fundamentais:

  • A montagem de um projeto com painéis (moodboard público alvo, tema/inspiração e cartela de cores), pois aqui impreterivelmente tive que me aprofundar, estudar sobre cada etapa.
  • Livro Design de Sapatos: este livro é precioso para quem estiver estudando o assunto, ajuda em cada passo.
  • Vídeos da série MEU CALÇADO, de Aline Antunes: aqui há um embasamento para quem nunca desenhou sapatos e deseja ter uma noção.

Talvez a etapa de geração de alternativas seja a parte mais importante dentro de um projeto, portanto requer muita atenção e não se resume a meia dúzia de desenhos. Por isso, este é apenas o princípio, ainda terão muitos desenhos, representando toda a  identidade do tema/inspiração e público alvo pesquisado. Continue acompanhando que em breve tem mais, ok?! Gostou? Comenta aqui o que acha, tem dicas ou sugestão para este projeto?

Vamos continuar aquela conversa?

Semana passada comecei a falar (aqui) sobre os painéis de público alvo e painel de inspiração, lembra? Depois de já ter feito estes moodboards, tudo começou a ficar mais claro e portanto me ajudou na hora de começar a desenhar os modelos (estou desenhando ainda!).

Painel de Público alvo/ Painel Tema Inspiração

Entretanto, vale dizer que, é preciso se organizar, ou seja, não dá para sair desenhando e pronto. É fundamental aproveitar de cada etapa, buscando perceber um conceito coerente. Por isso, há bastante trabalho e pesquisa antes da etapa de desenho em si.

Então, imagine o seguinte:

  • Já sei que é meu público alvo: mulheres jovens entre 25 e 45 anos, conectadas com absolutamente tudo que acontece ao seu redor, para isso utilizam vários meios (blogs, sites, Pinterest e Instagram) para se informar sobre moda. Aliás, se importam muito sobre o assunto, mas não são reféns de tendências,  não há um conceito absoluto de estilo, tudo varia conforme o mood do dia, sua prioridade é encontrar artigos com os quais se identifiquem e que enxerguem nestes a possibilidade de construir produções práticas e múltiplas, com design simples, porém autêntico.
  • O tema é inspirado no Minimalismo, destacando elementos estéticos que compreendam apenas o essencial, assim como na arquitetura, design, moda a famosa máxima que “menos é mais”. Tudo isso, para enfatizar o objetivo de pensar em um consumo mais consciente, sendo é extremamente possível um calçado que se coordene com o máximo possível de produções e ainda sim, esteticamente interessante.

Após já ter esclarecido os painéis iniciais, chega-se a etapa de cartela de cores:

cartela de cores

Levando em consideração o tema eleito, minimalismo, optou-se por uma cartela de cores que seja coordenável com o máximo possível de looks, podendo ser usada em qualquer estação do ano, pensando exclusivamente com o clima do dia. Ainda que a coleção seja pensada para uma determinada estação do ano.

Gostou?Semana que vem continuo!

Vamos conversar?

Os dois últimos posts dedicados a este espaço, falei que iria ser sobre o meu aprendizado com vídeos (1 e 2), lembra? Pois bem, e de fato, continuarei destacando este tema. Entretanto, no último post também, contei o quanto estava sendo difícil para mim começar o processo criativo, isso porque sinto necessidade de ter um guia, para me basear e tirar inspirações.

Por isso, vou recomeçar, mais adiante seguirei usando os vídeos da Aline Antunes para ajudar no processo de modelagem. Mas, por hora, preciso montar uma espécie de projeto, buscando entender melhor quem é meu público alvo e inspirações, ou seja, um tema para poder construir uma coleção coerente e acima de tudo, interessante aos olhos. Agora, neste princípio, estou usando como ferramenta o livro “Design de Sapatos” (já falei dele aqui!).

Portanto, recomeçando:

  • 1º) Criar um um painel de público alvo:

moodboard

Quem são estas mulheres? São jovens entre 25 e 45 anos, conectadas com absolutamente tudo que acontece ao seu redor, para isso utilizam vários meios (blogs, sites, Pinterest e Instagram) para se informar sobre moda. Aliás, se importam muito sobre o assunto, mas não são reféns de tendências,  não há um conceito absoluto de estilo, tudo varia conforme o mood do dia, sua prioridade é encontrar artigos com os quais se identifiquem e que enxerguem nestes a possibilidade de construir produções práticas e múltiplas, com design simples, porém autêntico.

  • 2º)Criar um Painel Inspiração:

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No que se inspirar? O que busquei foi criar um painel que pudesse traduzir tudo aquilo que tenho em mente neste momento, pensando no que gostaria que meus calçados apresentem no futuro. Quando estiver no momento da geração de alternativas (desenhos) vou ver este painel e usar como instrumento auxiliar de linhas, design, estilos, cartela de cores etc.

Gostou? Semana que vem continuo esta conversa, ok?!

 

 

Modelagem de Peep Toe

Você tem acompanhado os posts anteriores de modelagem? Sabe o motivo desta pergunta? É que estes posts vão te ajudar a entender melhor todo o desenvolvimento da modelagem de um peep toe, é como se fosse a base para que você possa compreender melhor as etapas. Por isso, te indicaria ler modelagem de scarpin e oficina de modelagem de calçados (parte 1, 2 e 3) para ler.

 

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O peep toe se caracteriza por ser um calçado de modelagem clássica, de cabedal com abertura frontal deixando dois ou três dedos aparentes e tradicionalmente todo o restante do calçado fechado, semelhante ao scarpin. Com a evolução das modelagens e o design de calçados, muitos modelos de peep toe ganharam versões com saltos extremamente altos e para equilibrar o calçado, foram adicionadas meias patas ou modelagens amalfi (meia pata sutil) na parte frontal inferior.

 

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Antes de começar a contar sobre o desenvolvimento da modelagem em si do peep toe, vale lembrar que: em geral, este modelo de calçado é de salto, variando de altura (médio e alto) e tipos (fino, cone, bloco, quadrado etc), portanto na hora de iniciar todo o trabalho, lembre-se que é importante escolher uma fôrma de salto e que a angulação escolhida vai variar de acordo com essa fôrma.

Depois de eleita a fôrma inicia-se todo o processo de modelagem, que é de empapelamento, desenhar na própria fôrma o projeto do calçado e transferência do molde.

O resultado final do cabedal de um peep toe ficará assim:

 

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Transferência de molde e correções.

 

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Recorte do molde por espelhamento.

 

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Em muitos casos, por conta do ângulo da fôrma, já que se trata de um calçado de salto,  para uma melhor adequação do cabedal à fôrma e futuramente ao pé, a separação da parte traseira. Ou seja, o cabedal que é uma peça única é recortado e posteriormente costurado e conformado na fôrma.

 

Muitos modelos de peep toe são confeccionados em uma peça única de cabedal, no entanto quando realizados com essa separação de peças e costurados, fazem com que seja um calçado de melhor anatomia. Porém é importante, falar também, que nessa hora, é indispensável a adição de margens de costuras nestas peças, cerca de 5mm para que o calçado que foi feito em uma determinada numeração não acabe ficando apertado.

 

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Imagem do instagram de: Shoes of Prey

 

Outra observação válida é, muitos peep toes são desenvolvidos de uma maneira um pouco diferente, separando a gáspea do cabedal. Isso significa que durante a modelagem as peças são construídas e recortadas separadamente e depois unidas no processo de costura e conformação.

Oficina de modelagem de calçados – Parte final

Hoje vamos falar aqui da etapa final da Oficina de Modelagem de calçados que participei na Oficina da Gasp, no post anterior expliquei como fizemos para desenvolver na fôrma empapelada o molde e a partir deste ponto vou contar como iremos “planificar” os moldes.

 

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FOTO: OFICINA DA GASP/ TRANSPORTE DA MODELAGEM

 

Ou seja, depois de já termos desenhado nas fôrmas é hora de transportar e fazer as correções necessárias.

Todo esse processo exige cuidado e delicadeza! Tenha em mãos:

  • Estilete
  • Papel kraft
  • Régua
  • Curva francesa ou compasso
  • Lápis ou caneta

Como começar? Eu diria o seguinte: pegue o estilete e vá removendo parte a parte, transferindo essas peças para o papel kraft, mas saiba que é importante dobrar ao meio este papel para que você possa espelhar algumas partes.

 

Qual o passo a passo dessa transferência?

  1. Gáspea dianteira: 

Observe a parte em fita crepe (branca) na imagem, é a parte que foi transportada da fôrma para a realização desta parte do molde (gáspea dianteira). Neste processo é comum, para quem está começando, surgirem problemas no momento deste transporte, ou seja, aparecerem rugas e rasgos. Porém, não se desespere! Aqui de qualquer maneira, você terá que fazer alguns ajustes.

 

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Com o auxílio de uma régua e uma curva francesa (ou compasso) faça as marcações margens de costura. Na parte traseira e frontal do molde acrescente 0,5 cm e na inferior 2 cm. Após você já ter feito estes acréscimo, dobre o papel à esquerda da imagem para, no final espelhar este molde e ter a gáspea como uma peça única (como na foto).

 

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Molde da gáspea dianteira: resultado da transferência do molde da fôrma para o papel em espelhamento.

 

2.Talão:

 

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O talão é parte lateral do calçado, em modelos como os tênis, por exemplo. Neste caso, optou-se por já fazer a marcação dos ilhós no molde, na parte traseira foi acrescido 0,5 cm para união das peças. Na foto, trata-se do molde de talão externo do pé esquerdo, mas para obtenção do molde do talão interno do pé esquerdo, basta espelhar. Ou seja o lado contrário deste molde resultará no talão interno.

 

3. Língua:

A função primordial da língua é proteger o pé do sistema de amarração, ou seja, dos cadarços e se caracteriza por ser a parte superior da gáspea, localizada na parte central mediana dos pés.

 

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Transferência da língua da fôrma para o molde

 

Neste modelo em que desenhei na fôrma, ela foi feita separadamente, porém há modelagens que não construídas juntas ao cabedal. Quando transportei o molde da língua ela rasgou, mas é possível fazê-la planificada, corrigindo as medidas em espelhamento.

 

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Língua espelhada e planificada.

 

Na hora da montagem a língua deverá estar posicionada da seguinte maneira:

 

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4. Sola:

A obtenção do molde da sola é uma das etapas mais fáceis, pois trata-se apenas de contornar a fôrma.

 

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Molde da sola

 

Para montagem do calçado, quanto unirmos as peças já é possível termos uma breve ideia de como será o resultado do calçado.

 

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Resultado final dos moldes

 

Neste  momento acho importante fazer algumas ressalvas: ter construído todos estes moldes foi um aprendizado enorme. No entanto, este é só o começo!É necessário pensarmos, que para a construção de um calçado “real”,existem peças internas de reforço, quando houver sobreposição de peças é necessário acrescentar 0,5 cm nas margens, as partes estruturais que darão maior resistência assim como partes externas.

 

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Exemplo de quantidade de peças de molde./ Imagem: Quoque Menorca

 

Portanto imagine que um calçado deste tipo precisará de no mínimo de 10 a 13 peças.

E para concluir devo dizer que foi um aprendizado gigantesco ter participado desta oficina de modelagem, na Oficina da Gasp. Mas, de fato, foi só um gostinho, pois o assunto é extremamente profundo e imprescindível para quem quiser atuar na área.

*Mais uma vez meu muito obrigada à Oficina da Gasp!!

 

 

 

Oficina de modelagem de calçados – Parte 2

Semana passada comecei a contar aqui a respeito da Oficina de Modelagem de Calçados que fiz na Oficina da Gasp , assim hoje dou continuidade ao assunto abordado.

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Imagem: Oficina da Gasp

 

No post passado comentei sobre os passos iniciais para fazer toda a modelagem, portanto depois de já termos empapelado toda a fôrma e feito o molde da sola com todas as informações importantes anotadas (numeração, pé direito ou esquerdo etc), virão os outros passos.

 

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Empapelamento da fôrma e molde da sola

 

A etapa seguinte consiste em você criar a modelagem propriamente dito, é o momento de exercitar a criatividade e ver nascer o calçado. Neste caso, foi feito um modelo de calçado inspirado no tênis clássico com cadarços.

 

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Imagem: Oficina da Gasp/ Modelo Tênis Gasp Stardust

 

Observando o modelo já existente é hora de mão à obra! Com um lápis na mão e a fôrma empapelada vá olhando cada detalhe e desenhando na própria fôrma, colocando tudo aquilo que você acredita ser importante e realmente necessário para o desenvolvimento do produto.

 

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Foto: Instagram de Marcia Quiroz

 

Imagine que cada traço de desenho que fizer na fôrma é super importante, cada destaque de costura, separação de peças, gáspea dianteira, língua, ilhós, talão etc.

Depois de já ter criado a sua modelagem é hora de “transferir” o molde do 3D, que é a fôrma, para o papel ou seja, 2D. Este é um momento em que se deve ter muito cuidado, atenção e acima de tudo, paciência.

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Foto: Oficina da Gasp/ Transporte da modelagem

 

Com toda calma, com a ajuda de um estilete você vai desgrudar da fôrma o empapelamento e transportar para uma folha (papel kraft, por exemplo) como a base do seu molde. O importante aqui é: tirar parte a parte, ou seja, peça à peça, porque é daqui que sairão as peças que, posteriormente servirão de base do molde.

 

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Imagem: Peça a peça do calçado

 

Depois de você já ter transferido todas as peças da fôrma para o papel kraft, onde será criado cada molde, é hora de fazer correções eventuais e/ou necessárias, acrescentar margens de costura e todas as anotações de descrição em cada peça.

Gostou? Semana que vem tem mais! Não perca, o assunto é todo o detalhamento destas peças. Combinado? Nos encontramos lá!

**Mais uma vez, deixo aqui registrado meu enorme agradecimento à Oficina da Gasp pela atenção! E também, agradeço à Marcia Quiroz pelo empréstimo de imagens, muchas gracias!

 

 

 

Oficina de modelagem de calçados

Em abril participei de uma oficina de modelagem de calçados incrível, promovida pela Oficina da Gasp, já falei deles aqui, uma marca de calçados local super autêntica.

comentei em outros momentos o quanto modelagem é um tema delicado, que nos exige muito esforço para aprender e cada vez mais, que estudo o tema só reforço esta ideia de que: sim, é preciso exercitar muita modelagem para que possamos compreender melhor este tema. Até porque, é super importante conhecer muito bem todas as características dos calçados, mas também dos pés. Quem nunca comprou um sapato que acabou com os pés na primeira e segunda usada, que atire a primeira pedra, né?! Isso é muito fruto de uma modelagem mal pensada. Portanto, atenção máxima à ela!

 

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Imagem: Oficina da Gasp

 

Nesta oficina de modelagem de calçados, na Oficina da Gasp, Bruna e Renan (os mentores)  privilegiaram um modelo da sapataria clássica para ser reproduzido, assim pudemos perceber na prática todas as etapas e processos do desenvolvimento de um calçado.

Tudo começou com cada participante escolhendo uma fôrma e então, cada um “empapelava”, ou seja, cobria de fita crepe.

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Fôrma empapelada./ Imagem: Oficina da Gasp

É importante estar atento para que não forme nenhum vinco ou pequenas bolhinhas, caso você perceba que isso irá ocorrer, faça pequenos cortes, como se fossem pences, isso ajudará a um melhor ajuste da fita na fôrma. Vale lembrar que: existem diversas maneiras de empapelar uma fôrma, aqui aprendi a forrar com a fita sendo usada na horizontal, em tiras.

Após esta etapa, que demora alguns bons minutos, pegue uma folha e contorne toda a forma no papel, resultando no formato da sola.

 

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Sola

Assim que estiver com a sola contornada, recorte e anote ali mesmo todas as informações como, número e o que mais achar pertinente. Pode parecer besteira, mas sei que para quem esta começando nem sempre tudo é óbvio, portanto saiba que o espelhamento da sua forma dará o par de calçados. O que isso significa? Se você fez o pé esquerdo, por exemplo, virando ao contrário o seu molde você terá o pé direito. O mesmo vale para todas as outras partes do molde do seu calçado.

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Desenvolvimento do cabedal /Imagem: Oficina da Gasp

A etapa seguinte é começar a fazer o cabedal do calçado, ou seja, todo o restante do “corpo” do sapato a ser reproduzido. Com a fôrma empapelada em mãos, pegue um lápis e vá traçando as linhas do calçado, observando o modelo já pronto, parte a parte, língua, laterais, marcações de ilhós (se tiver cadarços), observe até onde vai determinada costura e assim por diante.

Depois já terem sido marcados todos os pontos, partes importante do cabedal é hora de preparar o próprio molde, isso significa “transportar” o molde da fôrma para um papel. Com cuidado pegue um estilete e vá removendo as partes empapeladas, onde você desenhou. Assim que tiver removido cada parte, coloque em um papel, faça as correções com um compasso, acrescente as margens de costura e anote todas as informações necessárias.

Semana que vem continuamos o assunto, ok?! Não perca!

**Deixo aqui também, registrado, meu agradecimento para a Oficina da Gasp, sempre imensamente atenciosa comigo. Muito obrigada!

Modelagem de Scarpin

Muitas vezes já comentei por aqui que modelagem de calçados é um assunto um tanto quanto delicado, requer muita prática e empenho, não se trata de algo fácil e que se aprenda da noite para o dia.

Mas, sei que tem bastante gente por aí, que se interessa pelo assunto e que na hora de buscar materiais encontra dificuldades para ter acesso a alguma ferramenta. Por isso, uma boa dica de imediato é o livro Modelagem de calçados.

Por outro lado, modelagem é uma coisa que se aprende muito na prática, é imprescindível exercitar, errar, errar, ir aos poucos se achando e encontrando seu caminho de compreender a modelagem. E nessa hora, o importante é aprender através das modelagens clássicas de calçados, para que depois que você já domine esta etapa de todo o processo, você possa começar a ousar e ir construindo designs diferenciados de calçados.

Portanto, conforme acabei de comentar é necessário aprender do básico e uma das modelagens mais fáceis e básicas é a construção de um scarpin. Dá só uma olhada neste vídeo, que mostra o processo de desenvolvimento deste calçado.

 

Observe no vídeo que o cabedal do calçado não é cortado de maneira inteira, e sim divida em duas partes, uma maior que a outra. Isso ocorre, porque com a angulação do calçado por conta do salto sofre uma modificação e a parte interna do pé se modifica, fazendo com que haja necessidade de uma peça um pouco maior, do que se simplesmente a peça fosse espelhada, por isso é preciso cortar o cabedal em duas partes em dimensões diferentes, para posteriormente ser costurada, transformando as duas peças em um único cabedal.

Ficou na dúvida? Pegue um modelo de scarpin e observe a parte interna:

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Viu só?! Ali dá para entender melhor, e é fácil perceber como funciona essa questão da “voltinha” interna dos pés em um calçado de salto.

CHRISTIAN LOUBOUTIN 56 SUCCESS FACTS – EVERYTHING YOU NEED TO KNOW ABOUT CHRISTIAN

Que tal começar o mês com uma leitura? A dica de hoje é para quem é fã de Christian Louboutin, trata-se do livro “Christian Louboutin 56 Success Facts – Everything You Need To Know About Christian“, escrito por Louis Frye e produzido pela Emereo Publishing.

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É possível encontrar o livro na Livraria Cultura por um preço acessível. O livro é um produto digital, com um conteúdo super relevante para quem admira e se inspira no trabalho de Louboutin. Acima de tudo para quem se interessa profundamente pelo estilo do designer, todo seu processo criativo, desenvolvimento de marca e produtos. Abordando também, temas como a importâncias dos sapateiros no processo produtivo, a luta contra as cópias, dicas, um pouco de sua vida pessoal e sua visão sobre o mundo.