Vamos conversar?

Os dois últimos posts dedicados a este espaço, falei que iria ser sobre o meu aprendizado com vídeos (1 e 2), lembra? Pois bem, e de fato, continuarei destacando este tema. Entretanto, no último post também, contei o quanto estava sendo difícil para mim começar o processo criativo, isso porque sinto necessidade de ter um guia, para me basear e tirar inspirações.

Por isso, vou recomeçar, mais adiante seguirei usando os vídeos da Aline Antunes para ajudar no processo de modelagem. Mas, por hora, preciso montar uma espécie de projeto, buscando entender melhor quem é meu público alvo e inspirações, ou seja, um tema para poder construir uma coleção coerente e acima de tudo, interessante aos olhos. Agora, neste princípio, estou usando como ferramenta o livro “Design de Sapatos” (já falei dele aqui!).

Portanto, recomeçando:

  • 1º) Criar um um painel de público alvo:

moodboard

Quem são estas mulheres? São jovens entre 25 e 45 anos, conectadas com absolutamente tudo que acontece ao seu redor, para isso utilizam vários meios (blogs, sites, Pinterest e Instagram) para se informar sobre moda. Aliás, se importam muito sobre o assunto, mas não são reféns de tendências,  não há um conceito absoluto de estilo, tudo varia conforme o mood do dia, sua prioridade é encontrar artigos com os quais se identifiquem e que enxerguem nestes a possibilidade de construir produções práticas e múltiplas, com design simples, porém autêntico.

  • 2º)Criar um Painel Inspiração:

inspriação

No que se inspirar? O que busquei foi criar um painel que pudesse traduzir tudo aquilo que tenho em mente neste momento, pensando no que gostaria que meus calçados apresentem no futuro. Quando estiver no momento da geração de alternativas (desenhos) vou ver este painel e usar como instrumento auxiliar de linhas, design, estilos, cartela de cores etc.

Gostou? Semana que vem continuo esta conversa, ok?!

 

 

Público Alvo

Lembra que semana passada comecei a falar sobre a rotina profissional de um designer (ou equipe de designers) de calçados, e como funciona todo o desenvolvimento de uma coleção?
Pois bem, lá eu contei um pouco de como ocorre esta etapa inicial de investigação, de modo bem detalhado. Para que posteriormente aconteça uma espécie de “filtragem”, onde você vai buscar separar o joio do trigo, entenda assim que, tudo que você pesquisou foi importante. Porém, é necessário neste momento ir, desde já, afunilando o caminho, criando uma unidade visual para  aquilo que pesquisou.
Portanto, imagine que já fez toda essa etapa de pesquisa, com isso já tem um painel de inspirações (como a imagem a seguir) e referências bem formatado.

Pense que foi você ou junto com sua equipe quem iniciou toda essa jornada, portanto vocês estão por dentro das informações que apreenderam à exaustão, o painel de referências é o resultado. Este começará a ser, a partir daqui, o caminho que te norteará durante todo o desenvolvimento da coleção e dos produtos.

Finalizada essa primeira etapa, com seu mural pronto, é hora de começar a pesquisar a etapa seguinte, o público alvo.

PÚBLICO ALVO: Esta segunda etapa consiste em pesquisar quem será seu público, quem você buscará atingir. Ou seja, seus calçados estão sendo pensados para que tipo de pessoas? Meninas, adolescentes, jovens mulheres, mulheres com uma personalidade mais sexy, senhoras que prezam por um calçado com conforto? Quem será seu público? Tente pensar quem são essas mulheres, como elas se comportam e o que elas fazem.

É claro que pensando no comportamento atual das pessoas em geral, muitas vezes é impossível definir um único estilo para uma única mulher. Mas é importante mostrar uma unidade visual na sua coleção que terá coerência com o estilo que determinadas mulheres gostariam de ter aos seus pés.

Exemplo: Que tal pensar em jovens mulheres? Um painel de público alvo com mulheres que gostam do estilo normcore?

Essa pode ser uma ideia de público para o desenvolvimento de seus calçados. Perceba ainda, que de alguma maneira o perfil destas jovens tem a ver com o painel de inspiração.

Agora pesquise quem são elas, conte uma provável história sobre elas, como se vestem, o que fazem, suas preferências fashions, o que achar pertinente e necessário. Tudo isso só irá acrescentar ao seu trabalho.

Viram só? E então começa a ser, aos poucos, criada e desenvolvida uma coleção de calçados.

Semana que vem continuamos …

Leia neste post sobre o desenvolvimento de painel de inspiração em detalhes.

A rotina profissional de um designer de calçados ou de uma equipe de desenvolvimento de coleção de calçados, pode ser variável em relação as etapas aqui citadas, como comentei no post anterior. Mas, é importante ressaltar que de alguma maneira há uma metodologia praticada pelos profissionais, como rotina de trabalho.

33/34 – Marca de calçados com diferencial

Na revista Exame saiu uma reportagem: “ Loja que só vende sapatos números 33 e 34 recebe 3º aporte.“,é sobre a criação da startup de calçados femininos, a 33/34, uma empresa que só vende essa numeração de calçados. 

A ideia é genial, porque muito se vê da mulherada que usa essa numeração uma demanda que não supre as necessidades delas, ou porque os calçados não são o esperado e acabam recorrendo a marcas infantis ou pelo simples fato de não existir, em muitos casos, modelos que sejam adaptados a ocasiões para estas mulheres, que querem salto, que querem um calçado de festa, etc. Enfim, um calçado normal, porém com graduação menor.

33/34 tem calçados desde sandálias rasteiras até modelos mais glamourosos, com diversos estilos, saltos, materiais e de uma infinidade de marcas já conhecidas do público feminino como Vizzano, Uzaflex, Picadilly, Luiza Barcelos, Balassox, Crysalis entre tantas outras.

Conhece o Shoeholic?

Pesquisando por aí, descobri uma revista americana que tem como público alvo os fanáticos por calçados. Achei incrível a ideia!
A revista chama-se “Shoeholic” tem um site super completinho falando de todos seus focos, com informações sobre calçados.

Vale a visita!