Oficina de modelagem de calçados – Parte final

Hoje vamos falar aqui da etapa final da Oficina de Modelagem de calçados que participei na Oficina da Gasp, no post anterior expliquei como fizemos para desenvolver na fôrma empapelada o molde e a partir deste ponto vou contar como iremos “planificar” os moldes.

 

instagramfoto

FOTO: OFICINA DA GASP/ TRANSPORTE DA MODELAGEM

 

Ou seja, depois de já termos desenhado nas fôrmas é hora de transportar e fazer as correções necessárias.

Todo esse processo exige cuidado e delicadeza! Tenha em mãos:

  • Estilete
  • Papel kraft
  • Régua
  • Curva francesa ou compasso
  • Lápis ou caneta

Como começar? Eu diria o seguinte: pegue o estilete e vá removendo parte a parte, transferindo essas peças para o papel kraft, mas saiba que é importante dobrar ao meio este papel para que você possa espelhar algumas partes.

 

Qual o passo a passo dessa transferência?

  1. Gáspea dianteira: 

Observe a parte em fita crepe (branca) na imagem, é a parte que foi transportada da fôrma para a realização desta parte do molde (gáspea dianteira). Neste processo é comum, para quem está começando, surgirem problemas no momento deste transporte, ou seja, aparecerem rugas e rasgos. Porém, não se desespere! Aqui de qualquer maneira, você terá que fazer alguns ajustes.

 

gaspeadobra20170718_142129pic22

 

Com o auxílio de uma régua e uma curva francesa (ou compasso) faça as marcações margens de costura. Na parte traseira e frontal do molde acrescente 0,5 cm e na inferior 2 cm. Após você já ter feito estes acréscimo, dobre o papel à esquerda da imagem para, no final espelhar este molde e ter a gáspea como uma peça única (como na foto).

 

20170725_173648gaspea

Molde da gáspea dianteira: resultado da transferência do molde da fôrma para o papel em espelhamento.

 

2.Talão:

 

talãomargens

 

O talão é parte lateral do calçado, em modelos como os tênis, por exemplo. Neste caso, optou-se por já fazer a marcação dos ilhós no molde, na parte traseira foi acrescido 0,5 cm para união das peças. Na foto, trata-se do molde de talão externo do pé esquerdo, mas para obtenção do molde do talão interno do pé esquerdo, basta espelhar. Ou seja o lado contrário deste molde resultará no talão interno.

 

3. Língua:

A função primordial da língua é proteger o pé do sistema de amarração, ou seja, dos cadarços e se caracteriza por ser a parte superior da gáspea, localizada na parte central mediana dos pés.

 

lingua

Transferência da língua da fôrma para o molde

 

Neste modelo em que desenhei na fôrma, ela foi feita separadamente, porém há modelagens que não construídas juntas ao cabedal. Quando transportei o molde da língua ela rasgou, mas é possível fazê-la planificada, corrigindo as medidas em espelhamento.

 

20170725_180245.jpg

Língua espelhada e planificada.

 

Na hora da montagem a língua deverá estar posicionada da seguinte maneira:

 

20170725_18024lingua5parabixo

 

4. Sola:

A obtenção do molde da sola é uma das etapas mais fáceis, pois trata-se apenas de contornar a fôrma.

 

20170725_173856sola

Molde da sola

 

Para montagem do calçado, quanto unirmos as peças já é possível termos uma breve ideia de como será o resultado do calçado.

 

20170726_1resultadofinal61706

Resultado final dos moldes

 

Neste  momento acho importante fazer algumas ressalvas: ter construído todos estes moldes foi um aprendizado enorme. No entanto, este é só o começo!É necessário pensarmos, que para a construção de um calçado “real”,existem peças internas de reforço, quando houver sobreposição de peças é necessário acrescentar 0,5 cm nas margens, as partes estruturais que darão maior resistência assim como partes externas.

 

Screeexemplonshot_2017-07-25-21-53-46

Exemplo de quantidade de peças de molde./ Imagem: Quoque Menorca

 

Portanto imagine que um calçado deste tipo precisará de no mínimo de 10 a 13 peças.

E para concluir devo dizer que foi um aprendizado gigantesco ter participado desta oficina de modelagem, na Oficina da Gasp. Mas, de fato, foi só um gostinho, pois o assunto é extremamente profundo e imprescindível para quem quiser atuar na área.

*Mais uma vez meu muito obrigada à Oficina da Gasp!!

 

 

 

Oficina de modelagem de calçados – Parte 2

Semana passada comecei a contar aqui a respeito da Oficina de Modelagem de Calçados que fiz na Oficina da Gasp , assim hoje dou continuidade ao assunto abordado.

18157257_806897216124268_1687632917946682201_n

Imagem: Oficina da Gasp

 

No post passado comentei sobre os passos iniciais para fazer toda a modelagem, portanto depois de já termos empapelado toda a fôrma e feito o molde da sola com todas as informações importantes anotadas (numeração, pé direito ou esquerdo etc), virão os outros passos.

 

pic

Empapelamento da fôrma e molde da sola

 

A etapa seguinte consiste em você criar a modelagem propriamente dito, é o momento de exercitar a criatividade e ver nascer o calçado. Neste caso, foi feito um modelo de calçado inspirado no tênis clássico com cadarços.

 

gasp stardust

Imagem: Oficina da Gasp/ Modelo Tênis Gasp Stardust

 

Observando o modelo já existente é hora de mão à obra! Com um lápis na mão e a fôrma empapelada vá olhando cada detalhe e desenhando na própria fôrma, colocando tudo aquilo que você acredita ser importante e realmente necessário para o desenvolvimento do produto.

 

picScreenshot_2017-07-16-19-56-37

Foto: Instagram de Marcia Quiroz

 

Imagine que cada traço de desenho que fizer na fôrma é super importante, cada destaque de costura, separação de peças, gáspea dianteira, língua, ilhós, talão etc.

Depois de já ter criado a sua modelagem é hora de “transferir” o molde do 3D, que é a fôrma, para o papel ou seja, 2D. Este é um momento em que se deve ter muito cuidado, atenção e acima de tudo, paciência.

instagramfoto

Foto: Oficina da Gasp/ Transporte da modelagem

 

Com toda calma, com a ajuda de um estilete você vai desgrudar da fôrma o empapelamento e transportar para uma folha (papel kraft, por exemplo) como a base do seu molde. O importante aqui é: tirar parte a parte, ou seja, peça à peça, porque é daqui que sairão as peças que, posteriormente servirão de base do molde.

 

20170718_142129pic

Imagem: Peça a peça do calçado

 

Depois de você já ter transferido todas as peças da fôrma para o papel kraft, onde será criado cada molde, é hora de fazer correções eventuais e/ou necessárias, acrescentar margens de costura e todas as anotações de descrição em cada peça.

Gostou? Semana que vem tem mais! Não perca, o assunto é todo o detalhamento destas peças. Combinado? Nos encontramos lá!

**Mais uma vez, deixo aqui registrado meu enorme agradecimento à Oficina da Gasp pela atenção! E também, agradeço à Marcia Quiroz pelo empréstimo de imagens, muchas gracias!

 

 

 

Oficina de modelagem de calçados

Em abril participei de uma oficina de modelagem de calçados incrível, promovida pela Oficina da Gasp, já falei deles aqui, uma marca de calçados local super autêntica.

comentei em outros momentos o quanto modelagem é um tema delicado, que nos exige muito esforço para aprender e cada vez mais, que estudo o tema só reforço esta ideia de que: sim, é preciso exercitar muita modelagem para que possamos compreender melhor este tema. Até porque, é super importante conhecer muito bem todas as características dos calçados, mas também dos pés. Quem nunca comprou um sapato que acabou com os pés na primeira e segunda usada, que atire a primeira pedra, né?! Isso é muito fruto de uma modelagem mal pensada. Portanto, atenção máxima à ela!

 

18195058_688644467982680_5436904705301445851_n

Imagem: Oficina da Gasp

 

Nesta oficina de modelagem de calçados, na Oficina da Gasp, Bruna e Renan (os mentores)  privilegiaram um modelo da sapataria clássica para ser reproduzido, assim pudemos perceber na prática todas as etapas e processos do desenvolvimento de um calçado.

Tudo começou com cada participante escolhendo uma fôrma e então, cada um “empapelava”, ou seja, cobria de fita crepe.

18194737_688644537982673_8298839887762322977_n

Fôrma empapelada./ Imagem: Oficina da Gasp

É importante estar atento para que não forme nenhum vinco ou pequenas bolhinhas, caso você perceba que isso irá ocorrer, faça pequenos cortes, como se fossem pences, isso ajudará a um melhor ajuste da fita na fôrma. Vale lembrar que: existem diversas maneiras de empapelar uma fôrma, aqui aprendi a forrar com a fita sendo usada na horizontal, em tiras.

Após esta etapa, que demora alguns bons minutos, pegue uma folha e contorne toda a forma no papel, resultando no formato da sola.

 

sola761de9b3d742aa1eb9d6626fee19ed50

Sola

Assim que estiver com a sola contornada, recorte e anote ali mesmo todas as informações como, número e o que mais achar pertinente. Pode parecer besteira, mas sei que para quem esta começando nem sempre tudo é óbvio, portanto saiba que o espelhamento da sua forma dará o par de calçados. O que isso significa? Se você fez o pé esquerdo, por exemplo, virando ao contrário o seu molde você terá o pé direito. O mesmo vale para todas as outras partes do molde do seu calçado.

instagramfoto

Desenvolvimento do cabedal /Imagem: Oficina da Gasp

A etapa seguinte é começar a fazer o cabedal do calçado, ou seja, todo o restante do “corpo” do sapato a ser reproduzido. Com a fôrma empapelada em mãos, pegue um lápis e vá traçando as linhas do calçado, observando o modelo já pronto, parte a parte, língua, laterais, marcações de ilhós (se tiver cadarços), observe até onde vai determinada costura e assim por diante.

Depois já terem sido marcados todos os pontos, partes importante do cabedal é hora de preparar o próprio molde, isso significa “transportar” o molde da fôrma para um papel. Com cuidado pegue um estilete e vá removendo as partes empapeladas, onde você desenhou. Assim que tiver removido cada parte, coloque em um papel, faça as correções com um compasso, acrescente as margens de costura e anote todas as informações necessárias.

Semana que vem continuamos o assunto, ok?! Não perca!

**Deixo aqui também, registrado, meu agradecimento para a Oficina da Gasp, sempre imensamente atenciosa comigo. Muito obrigada!

Produção de alpargatas

Sabe como são produzidos as alpargatas?

Dá só uma olhadinha nesse vídeo produzido pela marca espanhola Walk in Pitas.

 

É super rápido e permite ter uma noção geral de como é o processo de modelagem, de costuras, colocação de palmilhas, confecção de solados e acabamentos. Vale a pena conhecer, hein?!

Bom final de semana!!

Trabalho autoral e Identidade

Semana passada começamos a falar aqui sobre o que define um trabalho autoral, lembra?! Pois bem, hoje continuamos!

Um trabalho autoral é definido das mais diversas maneiras, em geral ele deve ter uma identidade própria. O que faz daquele calçado ser diferente? Destaca-se dos demais?

Isso é construído de acordo com o estilo de trabalho do designer de calçados e também, de certa forma, conforme seu público alvo.

O designer que desenvolve um trabalho autoral precisa criar um trabalho com originalidade. Isso pode vir nas modelagens, nas cores, nos materiais, mas também pode se apresentar como algo que seja o seu diferencial, uma característica que sempre se faça presente nas coleções.

É importante citar que quem tem um trabalho autoral, não significa necessariamente, que tenha um trabalho sem informação de moda. Muitas vezes, estes designer preferem oferecer  um produto com ares de exclusivo, que tenha uma carinha de obra de arte, como algo que dificilmente irá encontrar igual pelas ruas. Porém, também há outros designers que gostam de usar informação de moda e mesclam tudo isso, oferecendo assim, um produto com informação de moda, seja pelas cores presentes na coleção, pelo design, modelagem e materiais daquela estação. Tudo irá depender do caminho que o designer preferir  trabalhar.

Exemplo dessa vertente de trabalhos autorais são as marcas Juliana Bicudo, com uma pegada de design retrô e ao mesmo tempo, antenada com a tendência metalizada do momento. Já a Laiá Shoes chama a atenção pela comunicação visual, suas composições de fotos e cartela de cores sempre num mood muito bem coordenado, formam uma identidade única. A Insecta Shoes privilegia seu público vegan, com a preocupação pelo uso de materiais que conversem com este estilo. E  finalmente, a Masqué por Adriana Cardoso revelando um design mais exclusivo e com trabalho artesanal de seus produtos.

Todos estes fatores citados são usados como agregadores de valor, tornam os calçados diferentes e donos de uma unidade visual muito próprias, revelando por consequencia o estilo de trabalho destas marcas/designers.

E você que pensa sobre trabalho autoral?

Conta aqui! Vamos conversar!

Trabalho artesanal e processo produtivo

Neste espaço falamos com frequência sobre a rotina profissional de quem trabalha com o desenvolvimento e fabricação de calçados. Contamos passo a passo sobre o processo de criação de uma coleção, sobre como trabalham designers de calçados, sobre materiais, sobre técnicas para desenvolver habilidades em desenho e muito mais.

Pois é, além de tudo isso, que já comentamos por aqui, semana passada demos destaque para o momento pós desenvolvimento da coleção, que é quando o calçado irá ganhar forma. É a hora em que ele será fabricado, com todos os detalhes que foram planejados e pensados durante o planejamento da coleção. Digamos que: é a hora da verdade! 

É nesta fase da produção de um calçado que o ofício dos sapateiros, que é quem executa toda etapa com o essencial trabalho artesanal é super importante!

No vídeo de hoje é possível perceber este cuidado incrível na produção de modelos de calçados. Cada etapa é extremamente importante e fundamental, com o exímio trabalho destes artistas dos calçados.

 

Você vai perceber através do vídeo cada etapa, desde a fase de corte e escolha de materiais, passando pela costura, detalhamento, colocação de palmilhas internas, externas, solados, saltos e acabamentos.

É lindo e encantador!

Vale a pena ser visto! É rápido!

É chegada a hora: a produção do calçado

Chegamos até aqui!

O processo de desenvolvimento de uma coleção de calçados,  independente de ser uma equipe de designers que trabalha para uma indústria ou um designer que trabalha de modo autoral o trabalho é semelhante. Ocorreram pesquisas, buscando conhecer melhor seu público alvo, a estação para a qual está desenvolvendo sua coleção, de onde foi tirada sua inspiração, o conceito, enfim as diversas e fundamentais etapas que já comentei por aqui.

Após todas estas fases indispensáveis serem realizadas, a peça piloto do modelo eleito foi confeccionada, para que mais tarde seja de fato produzida. É chegada então, a hora de ver aquele calçado desenhado, ser fabricado para que então; cheguem as lojas e possam ser comercializados.

Quer entender melhor tudo isso? Neste vídeo dá para você entender todos os passos que já comentamos em posts anteriores, tudo isso com uma narrativa elaborada e cuidadosa sobre este passo a passo, é uma espécie de resumão de tudo. Clica pra ver! 

Neste momento você já aprendeu e descobriu uma porção de coisas, seu repertório já é bem vasto sobre as etapas de desenvolvimento de uma coleção de calçados. Sabe que produzir um calçado é algo super minucioso, exige muita atenção.

Para que você possa entender um pouco mais de como acontece a produção de um calçado, escolhi este vídeo da famosa e tradicional marca italiana Ferragamo. É possível perceber todas as etapas de fabricação de um scarpin vermelho, desde a etapa de molde até o produto ir para a caixa. Assista! Você vai se encantar!

 

Uma coisa interessante é o fato de que; por mais que atualmente se fale tanto em produção em larga escala, que se discuta muito sobre a qualidade dos calçados vendidos para a grande massa a em detrimento de preços mais acessíveis, ou em contra partida, que se destaque todo o trabalho artesanal de marcas reconhecidas justamente por este cuidado, entretanto não sendo tão acessível para o restante das pessoas. Uma coisa é fato, seja como for, os calçados ainda passam indispensavelmente pelas mãos das pessoas, ou seja são resultado de trabalhos manuais/artesanais. Muitas etapas de fabricação dos calçados não podem ser substituídos por máquinas. Talvez aí, esteja todo este encanto por um ofício tão antigo e ao mesmo tempo tão fascinante que é a fabricação e o desenvolvimento de um calçado.

Vale a reflexão!

O cuidadoso trabalho durante a produção de calçados

Diversas vezes já mostrei aqui o processo produtivo de um calçado, são inúmeros os vídeos. Mas, sempre é válido reforçar! E… é como sempre ressalto “Sapato é coisa séria!” Um trabalho que exige conhecimento, arte e muito zêlo.
Hoje o destaque fica por conta do trabalho da marca Bionda Castana, com uma produção cuidadosa de calçados de luxo, que é feito artesanalmente e com a qualidade “made in Italy“.

 

Ao longo do vídeo é possível perceber o passo a passo, de modo detalhado, de cada etapa de desenvolvimento e a construção atenta de modelagens, fôrmas específicas (para bico fino, bico redondo, por exemplo), a escolha de materiais, a confecção de costuras e a colocação de saltos, por exemplo. Assista!

É encantador!

Processo produtivo das alpargatas

É incrível a febre que modelos de alpargatas tem se tornado cada vez mais, elas antes eram vistas como um calçado de mau gosto, mas acabou se tornando as queridinhas dos fashionistas, já que dão um toque especial para as produções, enchem de personalidade.

A marca espanhola Abarca produz uma grande variedade de calçados, tanto masculinos quanto femininos, sempre com uma pegada de alpargatas, por conta dos solados de corda, que é o que caracteriza este tipo de calçado.

No vídeo é possível entender todo o processo de produção de uma alpargata, passando pelo desenvolvimento do calçado, falando um pouco sobre cores e tendências, depois a escolha do material, o recorte de todo o peça a peça, levando em conta as variedades de numeração. Depois desta etapa, todas as peças que irão formar o cabedal, vão para costura e acabamento.

É possível observar durante todo o vídeo que tudo é feito de modo artesanal, todo o processo de trançado da juta, que é o que formará o solado e revela o calçado de fato. Essas etapas são só algumas ponderações, mas vale a pena observar cada detalhe, desde o começo até o fim.

Assista! É enriquecedor compreender como ainda hoje com toda a tecnologia que temos à disposição das industrias calçadistas, algumas ainda guardam a tradição e a beleza do “feito à mão”.

Exposição Life on Foot

Outro dia falei aqui do livro “The Walking Society“, mas hoje ressalto a exposição “Life on foot” que esta acontecendo no Design Museum, em Londres, para comemorar os 40 anos da marca espanhola Camper. Uma marca super famosa por seu conceito forte, um estilo bem característico dos calçados.

Neste vídeo é possível ter um gostinho do que é a exposição, como foi montada, o que tem nela, como os principais calçados reconhecidos da marca, imagens de como são fabricados e desenvolvidos, todo o peça a peça de um calçado e mais um monte de informações fantásticas, para quem é fascinado pelo tema.