Oficina de modelagem de calçados – Parte final

Hoje vamos falar aqui da etapa final da Oficina de Modelagem de calçados que participei na Oficina da Gasp, no post anterior expliquei como fizemos para desenvolver na fôrma empapelada o molde e a partir deste ponto vou contar como iremos “planificar” os moldes.

 

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FOTO: OFICINA DA GASP/ TRANSPORTE DA MODELAGEM

 

Ou seja, depois de já termos desenhado nas fôrmas é hora de transportar e fazer as correções necessárias.

Todo esse processo exige cuidado e delicadeza! Tenha em mãos:

  • Estilete
  • Papel kraft
  • Régua
  • Curva francesa ou compasso
  • Lápis ou caneta

Como começar? Eu diria o seguinte: pegue o estilete e vá removendo parte a parte, transferindo essas peças para o papel kraft, mas saiba que é importante dobrar ao meio este papel para que você possa espelhar algumas partes.

 

Qual o passo a passo dessa transferência?

  1. Gáspea dianteira: 

Observe a parte em fita crepe (branca) na imagem, é a parte que foi transportada da fôrma para a realização desta parte do molde (gáspea dianteira). Neste processo é comum, para quem está começando, surgirem problemas no momento deste transporte, ou seja, aparecerem rugas e rasgos. Porém, não se desespere! Aqui de qualquer maneira, você terá que fazer alguns ajustes.

 

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Com o auxílio de uma régua e uma curva francesa (ou compasso) faça as marcações margens de costura. Na parte traseira e frontal do molde acrescente 0,5 cm e na inferior 2 cm. Após você já ter feito estes acréscimo, dobre o papel à esquerda da imagem para, no final espelhar este molde e ter a gáspea como uma peça única (como na foto).

 

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Molde da gáspea dianteira: resultado da transferência do molde da fôrma para o papel em espelhamento.

 

2.Talão:

 

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O talão é parte lateral do calçado, em modelos como os tênis, por exemplo. Neste caso, optou-se por já fazer a marcação dos ilhós no molde, na parte traseira foi acrescido 0,5 cm para união das peças. Na foto, trata-se do molde de talão externo do pé esquerdo, mas para obtenção do molde do talão interno do pé esquerdo, basta espelhar. Ou seja o lado contrário deste molde resultará no talão interno.

 

3. Língua:

A função primordial da língua é proteger o pé do sistema de amarração, ou seja, dos cadarços e se caracteriza por ser a parte superior da gáspea, localizada na parte central mediana dos pés.

 

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Transferência da língua da fôrma para o molde

 

Neste modelo em que desenhei na fôrma, ela foi feita separadamente, porém há modelagens que não construídas juntas ao cabedal. Quando transportei o molde da língua ela rasgou, mas é possível fazê-la planificada, corrigindo as medidas em espelhamento.

 

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Língua espelhada e planificada.

 

Na hora da montagem a língua deverá estar posicionada da seguinte maneira:

 

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4. Sola:

A obtenção do molde da sola é uma das etapas mais fáceis, pois trata-se apenas de contornar a fôrma.

 

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Molde da sola

 

Para montagem do calçado, quanto unirmos as peças já é possível termos uma breve ideia de como será o resultado do calçado.

 

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Resultado final dos moldes

 

Neste  momento acho importante fazer algumas ressalvas: ter construído todos estes moldes foi um aprendizado enorme. No entanto, este é só o começo!É necessário pensarmos, que para a construção de um calçado “real”,existem peças internas de reforço, quando houver sobreposição de peças é necessário acrescentar 0,5 cm nas margens, as partes estruturais que darão maior resistência assim como partes externas.

 

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Exemplo de quantidade de peças de molde./ Imagem: Quoque Menorca

 

Portanto imagine que um calçado deste tipo precisará de no mínimo de 10 a 13 peças.

E para concluir devo dizer que foi um aprendizado gigantesco ter participado desta oficina de modelagem, na Oficina da Gasp. Mas, de fato, foi só um gostinho, pois o assunto é extremamente profundo e imprescindível para quem quiser atuar na área.

*Mais uma vez meu muito obrigada à Oficina da Gasp!!

 

 

 

Oficina de modelagem de calçados – Parte 2

Semana passada comecei a contar aqui a respeito da Oficina de Modelagem de Calçados que fiz na Oficina da Gasp , assim hoje dou continuidade ao assunto abordado.

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Imagem: Oficina da Gasp

 

No post passado comentei sobre os passos iniciais para fazer toda a modelagem, portanto depois de já termos empapelado toda a fôrma e feito o molde da sola com todas as informações importantes anotadas (numeração, pé direito ou esquerdo etc), virão os outros passos.

 

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Empapelamento da fôrma e molde da sola

 

A etapa seguinte consiste em você criar a modelagem propriamente dito, é o momento de exercitar a criatividade e ver nascer o calçado. Neste caso, foi feito um modelo de calçado inspirado no tênis clássico com cadarços.

 

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Imagem: Oficina da Gasp/ Modelo Tênis Gasp Stardust

 

Observando o modelo já existente é hora de mão à obra! Com um lápis na mão e a fôrma empapelada vá olhando cada detalhe e desenhando na própria fôrma, colocando tudo aquilo que você acredita ser importante e realmente necessário para o desenvolvimento do produto.

 

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Foto: Instagram de Marcia Quiroz

 

Imagine que cada traço de desenho que fizer na fôrma é super importante, cada destaque de costura, separação de peças, gáspea dianteira, língua, ilhós, talão etc.

Depois de já ter criado a sua modelagem é hora de “transferir” o molde do 3D, que é a fôrma, para o papel ou seja, 2D. Este é um momento em que se deve ter muito cuidado, atenção e acima de tudo, paciência.

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Foto: Oficina da Gasp/ Transporte da modelagem

 

Com toda calma, com a ajuda de um estilete você vai desgrudar da fôrma o empapelamento e transportar para uma folha (papel kraft, por exemplo) como a base do seu molde. O importante aqui é: tirar parte a parte, ou seja, peça à peça, porque é daqui que sairão as peças que, posteriormente servirão de base do molde.

 

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Imagem: Peça a peça do calçado

 

Depois de você já ter transferido todas as peças da fôrma para o papel kraft, onde será criado cada molde, é hora de fazer correções eventuais e/ou necessárias, acrescentar margens de costura e todas as anotações de descrição em cada peça.

Gostou? Semana que vem tem mais! Não perca, o assunto é todo o detalhamento destas peças. Combinado? Nos encontramos lá!

**Mais uma vez, deixo aqui registrado meu enorme agradecimento à Oficina da Gasp pela atenção! E também, agradeço à Marcia Quiroz pelo empréstimo de imagens, muchas gracias!

 

 

 

Oficina de modelagem de calçados

Em abril participei de uma oficina de modelagem de calçados incrível, promovida pela Oficina da Gasp, já falei deles aqui, uma marca de calçados local super autêntica.

comentei em outros momentos o quanto modelagem é um tema delicado, que nos exige muito esforço para aprender e cada vez mais, que estudo o tema só reforço esta ideia de que: sim, é preciso exercitar muita modelagem para que possamos compreender melhor este tema. Até porque, é super importante conhecer muito bem todas as características dos calçados, mas também dos pés. Quem nunca comprou um sapato que acabou com os pés na primeira e segunda usada, que atire a primeira pedra, né?! Isso é muito fruto de uma modelagem mal pensada. Portanto, atenção máxima à ela!

 

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Imagem: Oficina da Gasp

 

Nesta oficina de modelagem de calçados, na Oficina da Gasp, Bruna e Renan (os mentores)  privilegiaram um modelo da sapataria clássica para ser reproduzido, assim pudemos perceber na prática todas as etapas e processos do desenvolvimento de um calçado.

Tudo começou com cada participante escolhendo uma fôrma e então, cada um “empapelava”, ou seja, cobria de fita crepe.

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Fôrma empapelada./ Imagem: Oficina da Gasp

É importante estar atento para que não forme nenhum vinco ou pequenas bolhinhas, caso você perceba que isso irá ocorrer, faça pequenos cortes, como se fossem pences, isso ajudará a um melhor ajuste da fita na fôrma. Vale lembrar que: existem diversas maneiras de empapelar uma fôrma, aqui aprendi a forrar com a fita sendo usada na horizontal, em tiras.

Após esta etapa, que demora alguns bons minutos, pegue uma folha e contorne toda a forma no papel, resultando no formato da sola.

 

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Sola

Assim que estiver com a sola contornada, recorte e anote ali mesmo todas as informações como, número e o que mais achar pertinente. Pode parecer besteira, mas sei que para quem esta começando nem sempre tudo é óbvio, portanto saiba que o espelhamento da sua forma dará o par de calçados. O que isso significa? Se você fez o pé esquerdo, por exemplo, virando ao contrário o seu molde você terá o pé direito. O mesmo vale para todas as outras partes do molde do seu calçado.

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Desenvolvimento do cabedal /Imagem: Oficina da Gasp

A etapa seguinte é começar a fazer o cabedal do calçado, ou seja, todo o restante do “corpo” do sapato a ser reproduzido. Com a fôrma empapelada em mãos, pegue um lápis e vá traçando as linhas do calçado, observando o modelo já pronto, parte a parte, língua, laterais, marcações de ilhós (se tiver cadarços), observe até onde vai determinada costura e assim por diante.

Depois já terem sido marcados todos os pontos, partes importante do cabedal é hora de preparar o próprio molde, isso significa “transportar” o molde da fôrma para um papel. Com cuidado pegue um estilete e vá removendo as partes empapeladas, onde você desenhou. Assim que tiver removido cada parte, coloque em um papel, faça as correções com um compasso, acrescente as margens de costura e anote todas as informações necessárias.

Semana que vem continuamos o assunto, ok?! Não perca!

**Deixo aqui também, registrado, meu agradecimento para a Oficina da Gasp, sempre imensamente atenciosa comigo. Muito obrigada!

Técnicas de Ilustração: Rotulador

O que é um rotulador? É um tipo de caneta hidrográfica, com ponta chanfrada e muito conhecida por aí, também por marker.

A técnica de ilustração com rotulador é uma das mais rápidas no quesito resultado, mas é importante usar para melhor resultado as à base de álcool, no entanto, dependendo do que se deseja aquelas à base de água podem dar efeitos bem interessantes, como encerados, por exemplo.

É importante ressaltar que, há uma infinidade de outros tipos de canetas como as Sharpie e Stabilo, por exemplo que auxiliam o acabamento, detalhes e pormenores dos desenhos.

Para as ilustrações com rotuladores terem uma melhor apresentação é importante usar o papel específico, o Canson Marquer, é um tipo de folha com uma das faces acetinada e outra mais áspera, o que faz com que o papel não absorva tanto a tinta da caneta. Entretanto, as folhas comuns podem ser usadas, mas saiba que elas “chupam”, então não faça seus croquis um encima do outro para evitar acidentes e assim, obter resultado igualmente profissionais.

Como usar a caneta? Imagine o desenho de uma sapatilha, por exemplo, procure pintar em um único sentido e imediatamente após você ter pintado todo o desenho já é possível ir dando efeito de sombreado, isso pode ser feito com a mesma caneta, você apenas irá salientar com mais camadas de tinta, consequentemente esta parte ficará mais escura. De acordo com a força que você dá à sua mão, acrescentar efeitos degradê, ton sur ton com a versão caneta do blander, que é super interessante o efeito. É possível também mesclar com outras canetas, dando efeito de fios mesclados, neste caso, espere secar, para não estragar a sua caneta e existe também.

Para quem trabalha com croquis de moda, especificamente calçados, a ilustração com rotuladores oferece uma imensa agilidade e efeitos muito satisfatório. No entanto, é uma técnica que exige materiais não tão baratos, e muitas vezes de curta duração, existem inclusive, rotuladores recarregáveis, que permite com que a carga da caneta seja trocada.

Porém, se você usar como um material diário de trabalho é importante balancear o custo/benefício do seu trabalho, ou seja, o quanto isso irá te ajudar? De modo geral, os rotuladores mesclados a outras técnicas trazem resultados formidáveis (mais tarde falaremos mais sobre isso).

Técnicas de ilustração: Lápis de cor

A ilustração com lápis de cor possivelmente seja a mais popular, dentre todas as técnicas, é uma das mais acessíveis, uma das mais fáceis e ao mesmo tempo, uma das mais difíceis. Quem gosta de lápis de cor se deslumbra com o mundo de possibilidades ao ver uma caixa, são inúmeras marcas disponíveis, para todos os bolsos e para estudantes que estão se introduzindo na área, os de valores intermediários cumprem bem seu papel.

Ilustrar calçados envolve você dar efeitos de luz e sombra, já que a parte interna ficará aparente e dar o efeito do material em que o produto será desenvolvido, pode ser tecido, couro, camurça, jeans, verniz etc.

Mas, o importante mesmo é você apresentar um desenho que seja convincente com a realidade do futuro produto. Portanto, se for uma sandália anabela com soldado de corda, é importante destacar as tramas deste solado, ressaltar onde começa e termina a parte interna e gáspea da sandália.

Na hora de ilustrar seu calçado ou coleção tente pensar como será aquele produto pronto, naturalmente isso envolverá persistência, um par de calçados tem mesclas de materiais e se esforce para apresentar isso ao máximo. Finalmente o que eu quero dizer é: a maioria dos calçados -exceto botas – possui parte interna visível que necessita efeitos de luz e sombra, detalhes de fivelas exigem representação de brilho, saiba exatamente como se comportam diferentes materiais frente à luz.

Pense nisso! É um esforço diário, é puro exercício, mas aos poucos as ilustrações ganham vida própria.

Técnicas de Ilustração: Grafite

Umas das primeiras coisas quando se aprende ilustração, seja em arquitetura, design e até mesmo na moda é sobre os materiais. E nessa etapa inicial o material básico é: lápis com diferentes minas (o que irá te permitir dar diferentes efeitos e intensidades de luz e sombra), esfuminho e borracha.

 

Depois de já ter estes itens básicos em mãos é hora de começar a desenhar, esteja ciente de que este início será puro esforço, porém não se desespere e persista. A verdade é que, desenho é fruto de exercício e repetição, treine seus olhos para poder ver de onde vem a luz, o brilho, as sombras etc.

O primeiro passo é desenhar o contorno do calçado (perfil), isso deverá ser feito com um lápis mais duro, como um 2B por exemplo.

Feito a essência do calçado, você já traçou o perfil, agora será a hora de dar vida à ele, acrescentar detalhes, incluir texturas e principalmente, efeitos de luz e sombra. É neste momento que você irá destacar com um lápis 6B e esfuminho: brilhos, observar de onde vem a luz, o que será aparente ou não, parte externa e interna, ressaltar tipo de materiais e características (por exemplo: um scarpin de verniz terá muito brilho, já o mesmo scarpin em renda deverá ter detalhamento característico da textura do tecido e pouco brilho).

O grafite é uma técnica relativamente rápida mesmo para iniciantes, faz com que quem estiver aprendendo, comece a observar mais os detalhes e a importância da luz para o desenho, o que torna este efeito bastante realístico.

Técnicas de ilustração

Como estamos em um novo ano e o espaço aqui é para disseminar conhecimento, hoje começa uma breve série de posts, todas as quartas feiras, sobre técnicas de ilustração de calçados.

Em geral, para ilustrar calçados, as técnicas utilizadas são as mesmas que para ilustração em croquis de moda. Naturalmente, existem designers e artistas que desenvolvem sua própria técnica, muitas vezes sendo a mescla de várias técnicas.

O objetivo aqui, neste momento, é destacar para quem tem interesse pelo assunto, porém encontra dificuldade, as principais técnicas de tornar o mais realista possível e consequentemente, desenvolver mais suas habilidades em desenho.

Antecipadamente digo que assistir a vídeos e dar uma boa pesquisada no Instagram pode ser uma ferramenta muito útil e frutífera de aprendizado. Observe! 

Acompanhe aqui, semana que vem tem mais, hein?!

Oficina da Gasp – Conhecendo um pouco mais sobre a marca e a história

Recentemente fui conversar com a Bruna Andrade uma das responsáveis pela Oficina da Gasp uma marca local e autoral, aqui de Curitiba. Nossa conversa foi tão interessante que rendeu mais de um post, esse é só o primeiro! Acompanhe!

A história da Oficina da Gasp começa com 3 estudantes de design, Bruna, Luan e Renan. Eles eram aqueles amigos que durante toda a vida acadêmica realizavam trabalhos juntos e com o passar do tempo começaram a pensar em projetos pós faculdade, já que existia uma grande identificação entre eles, ideias semelhantes e com isso, acabou surgindo o desejo de trabalharem juntos.

 Da esquerda para a direito: Luan, Bruna, Gaspar e Renan./ Foto de Mariana Alves

Gaspar, pai do Renan, é gaúcho e filho de sapateiro, portanto passou boa parte de sua vida em meio a formas e calçados, trabalhou bastante tempo com o ofício.

Na década de 1980 Curitiba foi um pequeno polo calçadista, entretanto com a entrada no produto chinês no Brasil muitas empresas quebraram, por conta de uma enorme dificuldade de competir com produtos importados tão baratos. Assim, Gaspar nessa época acabou indo trabalhar com outras coisas. O tempo passou e já no final da faculdade do filho, começou a manifestar uma vontade de voltar a trabalhar com calçados.

Renan, então comentou com seus amigos o desejo do pai, todos sabiam que seria difícil, mas ao mesmo tempo acreditavam que com a formação em design, poderiam ter um diferencial e auxiliar em todo o processo, pois tinham noções de planejamento, processo criativo e… aceitaram o convite.

 Manifesto Gasp

Após a decisão ficaram um ano montando o atelier, em paralelo a essa nova atividade, cada um ainda trabalhava em seus empregos e faziam o trabalho de conclusão de curso de Design (que nada tinha a ver com calçados). Neste meio tempo foram aprendendo técnicas, se aprimorando sobre o tema a seu modo e com a auxílio do Gaspar.
E ali começava a nascer a  Gasp  que deu seu primeiro passo, basicamente, com 70 reais. Bruna conta ainda que Gaspar tinha algumas formas e ferramentas, então compraram alguns materiais, fizeram o primeiro par e venderam, com este dinheiro venderam mais outros 2 pares, com o isso produziram  mais outros 4 e assim é até hoje. A história da Gasp vai sendo construída, tijolinho por tijolinho, hoje já está em seu terceiro ano e se enxerga como resultado de um financiamento coletivo.

Ficou curioso/curiosa em conhecer a Gasp?

Faça uma visita! Eles são super simpáticos e atenciosos! Vão te receber super bem, acredite!

O endereço é Alameda Júlia da Costa, 102. Curitiba.

A história não para por aqui, semana que vem continua!! Não perca, hein?!

Dicionário Têxtil

Muitas vezes durante o desenvolvimento e planejamento de um coleção de calçados, surgem dúvidas sobre características de alguns tecidos. Por isso, é importante saber o máximo possível de informações sobre materiais, para que você possa fazer escolhas mais corretas neste momento.

Naturalmente, que muitas informações são conhecimentos que se aprendem com o tempo e com a experiência. Mas, saber as informações essenciais, já ajudará bastante neste início.

 

Uma boa dica para essas dúvidas é um dicionário têxtil on line, existem vários pela internet, um deles é o Diccionario Textil da ESMETudo está em espanhol, mas é fácil de ser compreendido, lá você busca por qual material gostaria de saber e então, aparecem informações bem básica e muito agregadoras.

Diseño de Moda en Piel

Uma das maiores dificuldades na hora de desenvolver um projeto de coleção, para estudantes e jovens designers é conhecer mais a respeito dos materiais, saber da disponibilidade, de custos, características, compreender como materiais respondem a determinadas circunstâncias na hora da execução do produto, dentre tantos outros fatores.

Uma excelente ferramenta para quem tem interesse em conhecer mais sobre o assunto, é o livro “Diseño de Moda en Piel“, escrito em espanhol, produzido pela editora Blume e escrito por Francesca Sterlacci.

O livro destaca o couro, faz um apanhado histórico, ressalta todo o processo de curtimento e tingimento, características e possíveis defeitos, explica e exemplifica toda a etapa de desenvolvimento de fichas técnicas. E ao final, comenta um pouco dos cuidados de limpeza e manutenção que se deve ter com peças feitas em couro.

Muito embora todo o livro tenha enfoque para a produção de peças de vestuário em couro, para quem precisa se aprofundar sobre o material, mesmo sendo designer de calçados, o material é de extrema qualidade, auxílio e importância. Vai ajudar a conhecer melhor este material tão usado na indústria calçadista.

Pesquisando por aí encontrei na Livraria Saraiva . A dica é imperdível, quando comprei dei a sorte de estar em promoção, paguei apenas R$10,00. Portanto, vale fica atento às ofertas! Este livro é daquele tipo de material que é super útil para consulta, durante o desenvolvimento de coleções.