Oficina de modelagem de calçados

Em abril participei de uma oficina de modelagem de calçados incrível, promovida pela Oficina da Gasp, já falei deles aqui, uma marca de calçados local super autêntica.

comentei em outros momentos o quanto modelagem é um tema delicado, que nos exige muito esforço para aprender e cada vez mais, que estudo o tema só reforço esta ideia de que: sim, é preciso exercitar muita modelagem para que possamos compreender melhor este tema. Até porque, é super importante conhecer muito bem todas as características dos calçados, mas também dos pés. Quem nunca comprou um sapato que acabou com os pés na primeira e segunda usada, que atire a primeira pedra, né?! Isso é muito fruto de uma modelagem mal pensada. Portanto, atenção máxima à ela!

 

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Imagem: Oficina da Gasp

 

Nesta oficina de modelagem de calçados, na Oficina da Gasp, Bruna e Renan (os mentores)  privilegiaram um modelo da sapataria clássica para ser reproduzido, assim pudemos perceber na prática todas as etapas e processos do desenvolvimento de um calçado.

Tudo começou com cada participante escolhendo uma fôrma e então, cada um “empapelava”, ou seja, cobria de fita crepe.

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Fôrma empapelada./ Imagem: Oficina da Gasp

É importante estar atento para que não forme nenhum vinco ou pequenas bolhinhas, caso você perceba que isso irá ocorrer, faça pequenos cortes, como se fossem pences, isso ajudará a um melhor ajuste da fita na fôrma. Vale lembrar que: existem diversas maneiras de empapelar uma fôrma, aqui aprendi a forrar com a fita sendo usada na horizontal, em tiras.

Após esta etapa, que demora alguns bons minutos, pegue uma folha e contorne toda a forma no papel, resultando no formato da sola.

 

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Sola

Assim que estiver com a sola contornada, recorte e anote ali mesmo todas as informações como, número e o que mais achar pertinente. Pode parecer besteira, mas sei que para quem esta começando nem sempre tudo é óbvio, portanto saiba que o espelhamento da sua forma dará o par de calçados. O que isso significa? Se você fez o pé esquerdo, por exemplo, virando ao contrário o seu molde você terá o pé direito. O mesmo vale para todas as outras partes do molde do seu calçado.

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Desenvolvimento do cabedal /Imagem: Oficina da Gasp

A etapa seguinte é começar a fazer o cabedal do calçado, ou seja, todo o restante do “corpo” do sapato a ser reproduzido. Com a fôrma empapelada em mãos, pegue um lápis e vá traçando as linhas do calçado, observando o modelo já pronto, parte a parte, língua, laterais, marcações de ilhós (se tiver cadarços), observe até onde vai determinada costura e assim por diante.

Depois já terem sido marcados todos os pontos, partes importante do cabedal é hora de preparar o próprio molde, isso significa “transportar” o molde da fôrma para um papel. Com cuidado pegue um estilete e vá removendo as partes empapeladas, onde você desenhou. Assim que tiver removido cada parte, coloque em um papel, faça as correções com um compasso, acrescente as margens de costura e anote todas as informações necessárias.

Semana que vem continuamos o assunto, ok?! Não perca!

**Deixo aqui também, registrado, meu agradecimento para a Oficina da Gasp, sempre imensamente atenciosa comigo. Muito obrigada!

Minha experiência com modelagem de calçados

Aprender modelagem não é tarefa fácil, é algo que requer muita prática. Confesso que, aprendi (e sigo aprendendo) modelagem aos trancos e barrancos, porque nunca foi uma coisa lógica para mim, por mais que eu estudasse e me esforçasse nunca entendia de cara tudo.

Meu primeiro contato com modelagem foi quando estudei moda, mas todo o conteúdo do curso era voltado para vestuário. Até tive um aperitivo sobre modelagem de calçados por puro interesse meu e a professora me incentivou a explorar o assunto dando dicas, no entanto foi realmente uma breve experiência.

Mais tarde, há pouco tempo comecei a estudar e explorar mais o tema, assim percebo que como estudei modelagem de vestuário a introdução à modelagem de calçados foi razoável. Por outro lado, o assunto muda bastante, porque toda a modelagem é feita já na fôrma, há de se considerar a ideia das dimensões e tudo mais. Uma mescla de moulage? Pode ser, talvez!

Por isso, resolvi contar aqui esta etapa mais inicial e básica, assim sendo já deu para notar que não é fácil, mas com a ajuda de alguns vídeos, livros e esforço as coisas vão acontecendo.

Já pensou em fazer um bolo? Pois bem, para isso é necessário seguir alguns passos básicos, não é mesmo?! Então, de certa forma, aqui a história é parecida.

Para começar você vai precisar de:

  • uma fôrma (adequada ao que pretende desenvolver, sapatilha, com ou sem salto, bico fino, quadrado, redondo e numeração).

  • um rolo de fita crepe

  • lápis para fazer as marcações

  • tesoura

  • estilete

Com estes materiais em mãos faça o “empapelamento” da fôrma, que nada mais é que revestir a fôrma com a fita crepe, mas faça isso apenas na metade externa (imagine a parte de fora do pé) e com pedaços pequenos de fita crepe sobrepostos.

Observe as imagens para compreender melhor como é feita esta etapa. Neste caso optei por forrar uma fôrma para sapatilha de bico fino número 35 e pé esquerdo.

Enquanto estiver fazendo o “empapelamento” é importante que os pedaços de fita crepe fiquem sobrepostos e bem esticados, evitando assim, o surgimento de bolhas, já que após serem marcados os pontos básicos (próximo post), começará a nascer o cabedal da sapatilha. Portanto, é indispensável que esta etapa seja feita cuidadosamente!

Gostou do assunto?

 Semana que vem tem mais hein?! Não perca!

Desenhando no Corel

Já falei aqui no blog, em diversos outros posts, sobre a maneira como cada equipe de criação e designers independentes trabalham. Ou seja, cada equipe ou profissional cria sua própria metodologia de trabalho e desenvolve os desenhos de modo próprio. Isso pode acontecer desenhando esboços, depois ir para um software de desenho e ser aprimorado, outros preferem a maneira tradicional de desenvolver croquis e ilustrar, com alguma técnica específica (rotulador, aquarela, lápis de cor, etc), ficando a critério de cada empresa/designer determinar o que e como usar. Mas, é importante ressaltar que em grande empresas, onde o trabalho exige agilidade, desenvolver modelos de calçados em algum programa de desenho faz com que se ganhe tempo com resultados interessantes e reais.

Os skeches – como chamamos os desenhos feitos em algum software-, oferecem uma possibilidade imensa de se desenhar no computador. Na minha opinião a mais fácil é o Corel Draw, não é difícil, com um pouco de prática você pega o jeito e acima de tudo o resultado é realístico.

Além disso tudo, modelos de calçados desenvolvidos com alguma técnica no Corel ressaltam a perspectiva, efeitos de sombreamento, principalmente na parte interna, sem falar nos detalhes como zíper, pedrarias, ferragens etc, tudo isso realça o volume do calçado.
E como conclusão o que pode-se notar é que esta é uma ótima ferramenta para o trabalho dos designers de calçados, oferecendo uma boa gama de possibilidades, facilitando o resultado final da sua coleção.

Técnica de Ilustração:Mista

A técnica de ilustração mista consiste em misturar materiais, fazendo uso de mais de uma técnica.
Como mesclar? O que mais importa é você ir experimentado as técnicas, para que ao longo do tempo você descubra aquela em que você tem uma facilidade natural. Esteja atento para qual material (tecido, couro, verniz) precisa ser representado e assim, ter uma consciência de qual é a mais adequada. Por exemplo: tecidos com transparência são mais realísticos com o uso da aquarela, rotuladores e lápis branco transmitem a ideia de brilho etc.

Na minha modesta opinião o que mais deve ser levado em conta é você se encontrar como ilustrador. Qual a melhor fusão de materiais? O que parece mais fácil pra você? E então se esmere ao máximo nesta técnica. Tenha sempre à mão:lápis de cor, lápis 6B, lápis branco, esfuminho, blander e canetas poskas entre outros, são excelente formas de incrementar seu desenho. Independente da técnica que escolher para seu desenho, use estes materiais citados para dar os acabamento e enfatizar os detalhes.

 

É neste momento que o desenho ganha vida com os efeitos de luz e sombra, detalhes de fusão de cores, efeitos rendados, verniz ou de metais (fivelas e enfeites). Resumindo: lembre-se de que nenhum acabamento é de uma única cor, que há efeitos e mais uma porção de informações, tudo isso deve ser pensado na hora de ilustrar seu calçado, assim treine seu olhar para o que é real.

Portanto, na hora de representar seu futuro produto, faça com que ele esteja o mais real possível e com isso, ao longo do tempo você perceberá que tudo é verdadeiramente mesclado, nenhuma cor é pura e absoluta, tecido e couros se comportam de diferentes maneiras à luz e sombra.

Coworking de calçados

Nos últimos tempos muito tem se falado de coworkings e também, muitas histórias de sucesso que nascem em trabalhos colaborativos por aí.

Recentemente conheci o Brooklyn Shoe Space , sabe do que se trata? Eu te respondo! É um coworking só de calçados, não é o máximo?! Pois é, é um local com todo aparato necessário para a criação e confecção de calçados.

 Crédito das imagens: @brooklynshoespace

Tem de tudo um pouco são fôrmas, materiais, aviamentos, espaço para quem quiser expor suas criações e há a possibilidade de fazer cursos e também, profissionais capacitados para auxiliar no desenvolvimento de seus produtos.

O Brooklyn Shoe Space está localizado na Roebling Street, número 224, no Brooklyn em Nova Iorque.

Para quem se interessa pelo assunto vale a pena conhecer!!

Oficina da Gasp – Como funciona todo o processo?

Semana passada contei aqui um pouco da história da Oficina da Gasp, em uma oportunidade que tive de conversar com a Bruna Andrade, uma das responsáveis pela marca. Hoje é a vez de destacar como é o processo criativo e desenvolvimento dos produtos, acompanhe porque a conversa está incrível!

Como vocês planejam uma coleção?

Não há tema de coleção, Bruna ressalta que a história da Gasp tem um lado curioso, porque eles se depararam com uma possibilidade de criação e processo produtivo bem diferente da aprendida durante a faculdade de design, que enfatiza a importância do planejamento, desenvolvimento em todas as etapas.

A família de uma amiga tinha estofaria, então começou a trazer os retalhos de couro e outras pessoas queriam dar materiais, foi quando descobriram o upcycling e entenderam outras formas de criar e produzir de modo mais sustentável, gerando menor resíduos, aliado a possibilidade de economizar.

Todo o processo ocorre, de certa forma, no processo inverso às etapas tradicionais: o material chega até eles e a partir disso, é decidido como será feito, entre modelos e modelagens. Nada é novo! A parte de escolha dos modelos fica, de certo modo, atrelada a disponibilidade das formas que a Gasp tem em seu atelier (reutilizadas também!). Durante o desenvolvimento há algumas limitações, que é o que mas vai revelar se poderão fazer  tênis, sandália, entre outros.

Como é feita a escolha de materiais? Há preferências por algum material específico?
A Gasp preza por uma ideologia que é a da sapataria clássica tradicional, tudo é feito à mão. Bruna destaca que é fundamental pensar mais sobre reuso de materiais; os calçados são desenvolvidos com resíduos de couros e peles, que seriam descartados e conseguem arrematar por preços mais baratos. Outra preocupação é o pós uso, ou seja, quando descartados estes calçados terão degradação mais rápida no meio ambiente, do que se fosse produzido em material sintético e também todo material natural é muito melhor para à saúde dos pés.

 Processo criativo

Como é feita a produção de calçados? Todos vocês participam de toda a confecção?
Cada par passa pela mão de todos, mas de maneira quase natural cada um  acabou tendo mais facilidade em algo. Não foi por escolha, foi sim por aptidão, cada um precisava aprimorar, todos dominam todas as áreas, mas cada um acabou tendo mais habilidade em uma determinada etapa. Por exemplo: Bruna tem mais facilidade para costurar, já o Luan colocação de solas e Renan faz os acabamentos. Entretanto, tudo depende sempre da demanda, se precisar todos sabem fazer tudo! Cada par passa pela mão de todos, por uma questão de rotina de produção.

Desenvolvimento de produto./ Foto de Mariana Alves

Qual é o grande desafio da marca?

Bruna explica que a maior dificuldade tem sido fazer as pessoas compreenderem o valor real do produto, há uma preocupação em produzir de modo ético, com carinho e conscientizar que o dinheiro ficará num entorno próximo a você. Na Gasp muitas vezes, o calçado é feito exclusivamente para quem pediu, com a sua numeração, o que faz com que haja um valor maior e um apego ao produto, consequentemente há uma consciência de que aquele produto não vai ser descartado tão rápido, vai gerar um consumo menos impulsivo e com muito valor agregado.

A história não para por aqui, semana que vem tem a última parte!! Não perca, hein?!

Ficou curioso/curiosa em conhecer a Gasp?

Faça uma visita! Eles são super simpáticos e atenciosos! Vão te receber super bem, acredite!

O endereço é Alameda Júlia da Costa, 102. Curitiba.

Oficina da Gasp – Conhecendo um pouco mais sobre a marca e a história

Recentemente fui conversar com a Bruna Andrade uma das responsáveis pela Oficina da Gasp uma marca local e autoral, aqui de Curitiba. Nossa conversa foi tão interessante que rendeu mais de um post, esse é só o primeiro! Acompanhe!

A história da Oficina da Gasp começa com 3 estudantes de design, Bruna, Luan e Renan. Eles eram aqueles amigos que durante toda a vida acadêmica realizavam trabalhos juntos e com o passar do tempo começaram a pensar em projetos pós faculdade, já que existia uma grande identificação entre eles, ideias semelhantes e com isso, acabou surgindo o desejo de trabalharem juntos.

 Da esquerda para a direito: Luan, Bruna, Gaspar e Renan./ Foto de Mariana Alves

Gaspar, pai do Renan, é gaúcho e filho de sapateiro, portanto passou boa parte de sua vida em meio a formas e calçados, trabalhou bastante tempo com o ofício.

Na década de 1980 Curitiba foi um pequeno polo calçadista, entretanto com a entrada no produto chinês no Brasil muitas empresas quebraram, por conta de uma enorme dificuldade de competir com produtos importados tão baratos. Assim, Gaspar nessa época acabou indo trabalhar com outras coisas. O tempo passou e já no final da faculdade do filho, começou a manifestar uma vontade de voltar a trabalhar com calçados.

Renan, então comentou com seus amigos o desejo do pai, todos sabiam que seria difícil, mas ao mesmo tempo acreditavam que com a formação em design, poderiam ter um diferencial e auxiliar em todo o processo, pois tinham noções de planejamento, processo criativo e… aceitaram o convite.

 Manifesto Gasp

Após a decisão ficaram um ano montando o atelier, em paralelo a essa nova atividade, cada um ainda trabalhava em seus empregos e faziam o trabalho de conclusão de curso de Design (que nada tinha a ver com calçados). Neste meio tempo foram aprendendo técnicas, se aprimorando sobre o tema a seu modo e com a auxílio do Gaspar.
E ali começava a nascer a  Gasp  que deu seu primeiro passo, basicamente, com 70 reais. Bruna conta ainda que Gaspar tinha algumas formas e ferramentas, então compraram alguns materiais, fizeram o primeiro par e venderam, com este dinheiro venderam mais outros 2 pares, com o isso produziram  mais outros 4 e assim é até hoje. A história da Gasp vai sendo construída, tijolinho por tijolinho, hoje já está em seu terceiro ano e se enxerga como resultado de um financiamento coletivo.

Ficou curioso/curiosa em conhecer a Gasp?

Faça uma visita! Eles são super simpáticos e atenciosos! Vão te receber super bem, acredite!

O endereço é Alameda Júlia da Costa, 102. Curitiba.

A história não para por aqui, semana que vem continua!! Não perca, hein?!

Combinação de cores

Durante o desenvolvimento e planejamento de uma coleção de calçados, todas as etapas são super importantes, cada uma tem sua relevância.

Independente do tipo de trabalho que designers ou equipe de designers realizem (trabalhos autorais ou coleções e produção em larga escala), a combinação da cartela de cores e materiais é parte fundamental.

A escolha das cores tem muito a ver com o conceito/tema daquela coleção, materiais que estão à disposição de acordo com a estação, estilo de trabalho de designers autorais entre outros fatores.

Mas, como aprender a fazer a combinação e montar a cartela de cores de uma coleção de calçados?

Existem diversos livros, catálogos e formas de ficar antenado com as cores tendência para as próximas estações. Entretanto, por hora, comece pensando conforme o quadro acima, isso irá ajudar você a entender melhor as combinações.

Tire proveito das cores através do círculo cromático e suas possibilidades de combinação com:

  • Cores complementares: que são aquelas que se complementam no círculo cromático (verde com vermelho, ciano com laranja, magenta com verde amarelado etc).

  • Cores análogas: são as cores “vizinhas” no círculo (o verde está entre o ciano e o verde amarelado, magenta está entre o violeta e o vermelho, etc).

  • Esquema triádico ou triangulação: cores diametralmente opostas, é uma possibilidade bastante versátil, já que há pouca intensidade entre as cores (verde, violeta, laranja suavemente amarelado).

Enquanto estão sendo planejadas as coleções de calçados há algumas cores que são tomadas como base (cor guia da cartela), que podem ser as consideradas como tendências da estação, ou aquela de preferência (por infinitos motivos) para designers e marcas autorais e assim, aos poucos, vão sendo criadas as famílias e as combinações de cores.

A Mafalda – Feito à Mão

Descobri A Mafalda, já há algum tempo, através do Instagram, achei muito interessante a proposta da marca, a ideia de calçados feitos à mão e com grande apelo estético, a questão é: tudo conversa com tudo, as composições de cenários e os calçados, nas fotos apresentadas, tem uma unidade visual incrível com um shape diferente, que sugere um ar mais exclusivo e com um design cuidadosamente pensado.

Criada em 2008 pela designer Maria Fernanda Sodré, A Mafalda exala criatividade, numa vibe minimalista (e artsy!) que exalta a mulher que busca um diferencial na hora de se produzir, tirando proveito de calçados super interessantes.

Assim a marca possui um DNA impactante, que busca trazer sempre o conceito do processo produtivo, onde você percebe o “feito à mão”. Nota-se uma mescla de informações e referências, entre o rústico e o clássico, o uso de cores quentes, design moderno e que prioriza o conforto. É como se você de fato, visse a mão de cada pessoa que participou da criação e confecção dos calçados, fruto de uma equipe bem azeitada entre criadores e artesãos exclusivos, que usa couros naturais de alta qualidade.

“Um sapato bonito no pé faz toda a diferença”, explica Maria Fernanda.

Construindo uma biblioteca: etapa final

Ao longo destas últimas semanas, durante toda a quarta feira, este espaço buscou abrir um canal para a reflexão da importância de se construir uma biblioteca de imagens, ou seja, adquirir um repertório de tipos de calçados, através da observação.

A ideia era que todos pudessem perceber maneiras de aumentar os horizontes, saber todas as possibilidades em cada tipo de calçado, estimular a criatividade para criação de novos produtos, discutindo estilos e públicos alvo, materiais, modelagens mais atrativas, aumentar a percepção de características fundamentais do design, requintes de detalhes e auxiliar o momento de desenho.

 

Com este enriquecimento fortalecido por meio da observação, foi possível também percebermos que cada tipo de calçado possui um universo enorme de variações e subtipos. Assim podemos, de certa maneira fazer uma breve síntese de que os calçados são classificados de acordo com a modelagem:

  • Sapatilha

  • Scarpin

  • Sandália

  • Bota

  • Tênis

  • Chinelos

E a partir dessa modelagem base, inúmeras derivações surgem:

 

E para concluir podemos pensar que; poucos são os modelos clássicos “puros”, já que hoje com designs mais arrojados e a possibilidade de criação sendo cada vez mais explorada, os calçados acabam tendo muitas versões híbridas que mesclam referências de duas ou mais modelagens.