3 Sites de Museus de Calçados que você precisa conhecer!

Lembra que semana passada falei aqui sobre 5 sites incríveis de moda que você precisa conhecer, na minha modesta opinião? Pois bem, o post de hoje, é de certa forma, uma continuidade destas dicas, porém desta vez, focando nos calçados.

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Existem por aí, espalhados pelo mundo, muitos museus que se dedicam apenas a explorar a história e a evolução deste importante artefato. O calçado, com o tempo foi evoluindo tanto, ganhando tantas variedades nos mais diversos aspectos, como: modelagem, design, gênero, estilo, materiais etc. E… justamente por isso, é possível encontrar tanta informação disponível nos sites destes museus. Naturalmente, que conferir ao vivo é uma experiência única, mas como nem sempre isso é possível, a internet trata de nos ajudar.

Portanto, se você é estudante, fã ou profissional da área de sapatos precisa conhecer alguns dos museus de calçados mais conhecidos do mundo:

BATA MUSEUM: talvez o mais famoso museu de calçados do mundo, localizado na cidade de Toronto no Canadá, o acervo conta com uma infinidade incrível de modelos, uma coleção com cerca de 10.000 pares (SIM!), contando mais ou menos 4.500 anos de história desta peça tão fundamental em nosso guarda roupa atual, desde os pés de lótus das chinesas até as glamourosas plataformas anos 70. Ah… é possível baixar os catálogos das exposições e aprender ainda mais o assunto!

SHOE MUSEUM LOUSSANE: localizado em Loussane, na Suiça, este museu tem cerca de 30 anos. Destaca-se por uma visão mais arqueológica, enfatizando a intensa relação do couro e a criação do calçado, evidenciado por meio de reconstruções de calçados do período Neolítico. São cerca de 400 objetos também outros acessórios e ferramentas. O site permite que o visitante aprenda uma série de informações sobre normas técnicas do couro, arqueologia e modelagem.

BALLY SHOE MUSEUM: foi criando na década de 1940 na cidade de Schönenwerd, na Suíça, começou apenas como um acervo particular e hoje é tido como um dos melhores museus do mundo pelo guia de viagens Michelin. Atualmente, preserva uma coleção de 3.000 a.C., variando de pinturas a fragmentos de sapato. Porém, o mais interessante deste site é que há uma “shoepedia“, com dicas de cuidados com os calçados, glossário de modelos/modelagens, materiais e como são construídos.

Vale destacar que, não são apenas estes museus de calçados que existem por todo o mundo, há ainda vários outros tão importantes e curiosos quanto os que apresentei aqui. Mas, estes são os que, sob a minha curadoria trazem maior variedade de informações para quem se gosta do tema e quer aprender mais. Ou seja, tudo isso, é apenas o meu olhar sobre o tema. Vale visitar cada um deles pessoalmente e virtualmente!

Modelagem de Peep Toe

Você tem acompanhado os posts anteriores de modelagem? Sabe o motivo desta pergunta? É que estes posts vão te ajudar a entender melhor todo o desenvolvimento da modelagem de um peep toe, é como se fosse a base para que você possa compreender melhor as etapas. Por isso, te indicaria ler modelagem de scarpin e oficina de modelagem de calçados (parte 1, 2 e 3) para ler.

 

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O peep toe se caracteriza por ser um calçado de modelagem clássica, de cabedal com abertura frontal deixando dois ou três dedos aparentes e tradicionalmente todo o restante do calçado fechado, semelhante ao scarpin. Com a evolução das modelagens e o design de calçados, muitos modelos de peep toe ganharam versões com saltos extremamente altos e para equilibrar o calçado, foram adicionadas meias patas ou modelagens amalfi (meia pata sutil) na parte frontal inferior.

 

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Antes de começar a contar sobre o desenvolvimento da modelagem em si do peep toe, vale lembrar que: em geral, este modelo de calçado é de salto, variando de altura (médio e alto) e tipos (fino, cone, bloco, quadrado etc), portanto na hora de iniciar todo o trabalho, lembre-se que é importante escolher uma fôrma de salto e que a angulação escolhida vai variar de acordo com essa fôrma.

Depois de eleita a fôrma inicia-se todo o processo de modelagem, que é de empapelamento, desenhar na própria fôrma o projeto do calçado e transferência do molde.

O resultado final do cabedal de um peep toe ficará assim:

 

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Transferência de molde e correções.

 

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Recorte do molde por espelhamento.

 

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Em muitos casos, por conta do ângulo da fôrma, já que se trata de um calçado de salto,  para uma melhor adequação do cabedal à fôrma e futuramente ao pé, a separação da parte traseira. Ou seja, o cabedal que é uma peça única é recortado e posteriormente costurado e conformado na fôrma.

 

Muitos modelos de peep toe são confeccionados em uma peça única de cabedal, no entanto quando realizados com essa separação de peças e costurados, fazem com que seja um calçado de melhor anatomia. Porém é importante, falar também, que nessa hora, é indispensável a adição de margens de costuras nestas peças, cerca de 5mm para que o calçado que foi feito em uma determinada numeração não acabe ficando apertado.

 

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Imagem do instagram de: Shoes of Prey

 

Outra observação válida é, muitos peep toes são desenvolvidos de uma maneira um pouco diferente, separando a gáspea do cabedal. Isso significa que durante a modelagem as peças são construídas e recortadas separadamente e depois unidas no processo de costura e conformação.

Oficina de modelagem de calçados – Parte final

Hoje vamos falar aqui da etapa final da Oficina de Modelagem de calçados que participei na Oficina da Gasp, no post anterior expliquei como fizemos para desenvolver na fôrma empapelada o molde e a partir deste ponto vou contar como iremos “planificar” os moldes.

 

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FOTO: OFICINA DA GASP/ TRANSPORTE DA MODELAGEM

 

Ou seja, depois de já termos desenhado nas fôrmas é hora de transportar e fazer as correções necessárias.

Todo esse processo exige cuidado e delicadeza! Tenha em mãos:

  • Estilete
  • Papel kraft
  • Régua
  • Curva francesa ou compasso
  • Lápis ou caneta

Como começar? Eu diria o seguinte: pegue o estilete e vá removendo parte a parte, transferindo essas peças para o papel kraft, mas saiba que é importante dobrar ao meio este papel para que você possa espelhar algumas partes.

 

Qual o passo a passo dessa transferência?

  1. Gáspea dianteira: 

Observe a parte em fita crepe (branca) na imagem, é a parte que foi transportada da fôrma para a realização desta parte do molde (gáspea dianteira). Neste processo é comum, para quem está começando, surgirem problemas no momento deste transporte, ou seja, aparecerem rugas e rasgos. Porém, não se desespere! Aqui de qualquer maneira, você terá que fazer alguns ajustes.

 

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Com o auxílio de uma régua e uma curva francesa (ou compasso) faça as marcações margens de costura. Na parte traseira e frontal do molde acrescente 0,5 cm e na inferior 2 cm. Após você já ter feito estes acréscimo, dobre o papel à esquerda da imagem para, no final espelhar este molde e ter a gáspea como uma peça única (como na foto).

 

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Molde da gáspea dianteira: resultado da transferência do molde da fôrma para o papel em espelhamento.

 

2.Talão:

 

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O talão é parte lateral do calçado, em modelos como os tênis, por exemplo. Neste caso, optou-se por já fazer a marcação dos ilhós no molde, na parte traseira foi acrescido 0,5 cm para união das peças. Na foto, trata-se do molde de talão externo do pé esquerdo, mas para obtenção do molde do talão interno do pé esquerdo, basta espelhar. Ou seja o lado contrário deste molde resultará no talão interno.

 

3. Língua:

A função primordial da língua é proteger o pé do sistema de amarração, ou seja, dos cadarços e se caracteriza por ser a parte superior da gáspea, localizada na parte central mediana dos pés.

 

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Transferência da língua da fôrma para o molde

 

Neste modelo em que desenhei na fôrma, ela foi feita separadamente, porém há modelagens que não construídas juntas ao cabedal. Quando transportei o molde da língua ela rasgou, mas é possível fazê-la planificada, corrigindo as medidas em espelhamento.

 

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Língua espelhada e planificada.

 

Na hora da montagem a língua deverá estar posicionada da seguinte maneira:

 

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4. Sola:

A obtenção do molde da sola é uma das etapas mais fáceis, pois trata-se apenas de contornar a fôrma.

 

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Molde da sola

 

Para montagem do calçado, quanto unirmos as peças já é possível termos uma breve ideia de como será o resultado do calçado.

 

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Resultado final dos moldes

 

Neste  momento acho importante fazer algumas ressalvas: ter construído todos estes moldes foi um aprendizado enorme. No entanto, este é só o começo!É necessário pensarmos, que para a construção de um calçado “real”,existem peças internas de reforço, quando houver sobreposição de peças é necessário acrescentar 0,5 cm nas margens, as partes estruturais que darão maior resistência assim como partes externas.

 

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Exemplo de quantidade de peças de molde./ Imagem: Quoque Menorca

 

Portanto imagine que um calçado deste tipo precisará de no mínimo de 10 a 13 peças.

E para concluir devo dizer que foi um aprendizado gigantesco ter participado desta oficina de modelagem, na Oficina da Gasp. Mas, de fato, foi só um gostinho, pois o assunto é extremamente profundo e imprescindível para quem quiser atuar na área.

*Mais uma vez meu muito obrigada à Oficina da Gasp!!

 

 

 

Oficina de modelagem de calçados – Parte 2

Semana passada comecei a contar aqui a respeito da Oficina de Modelagem de Calçados que fiz na Oficina da Gasp , assim hoje dou continuidade ao assunto abordado.

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Imagem: Oficina da Gasp

 

No post passado comentei sobre os passos iniciais para fazer toda a modelagem, portanto depois de já termos empapelado toda a fôrma e feito o molde da sola com todas as informações importantes anotadas (numeração, pé direito ou esquerdo etc), virão os outros passos.

 

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Empapelamento da fôrma e molde da sola

 

A etapa seguinte consiste em você criar a modelagem propriamente dito, é o momento de exercitar a criatividade e ver nascer o calçado. Neste caso, foi feito um modelo de calçado inspirado no tênis clássico com cadarços.

 

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Imagem: Oficina da Gasp/ Modelo Tênis Gasp Stardust

 

Observando o modelo já existente é hora de mão à obra! Com um lápis na mão e a fôrma empapelada vá olhando cada detalhe e desenhando na própria fôrma, colocando tudo aquilo que você acredita ser importante e realmente necessário para o desenvolvimento do produto.

 

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Foto: Instagram de Marcia Quiroz

 

Imagine que cada traço de desenho que fizer na fôrma é super importante, cada destaque de costura, separação de peças, gáspea dianteira, língua, ilhós, talão etc.

Depois de já ter criado a sua modelagem é hora de “transferir” o molde do 3D, que é a fôrma, para o papel ou seja, 2D. Este é um momento em que se deve ter muito cuidado, atenção e acima de tudo, paciência.

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Foto: Oficina da Gasp/ Transporte da modelagem

 

Com toda calma, com a ajuda de um estilete você vai desgrudar da fôrma o empapelamento e transportar para uma folha (papel kraft, por exemplo) como a base do seu molde. O importante aqui é: tirar parte a parte, ou seja, peça à peça, porque é daqui que sairão as peças que, posteriormente servirão de base do molde.

 

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Imagem: Peça a peça do calçado

 

Depois de você já ter transferido todas as peças da fôrma para o papel kraft, onde será criado cada molde, é hora de fazer correções eventuais e/ou necessárias, acrescentar margens de costura e todas as anotações de descrição em cada peça.

Gostou? Semana que vem tem mais! Não perca, o assunto é todo o detalhamento destas peças. Combinado? Nos encontramos lá!

**Mais uma vez, deixo aqui registrado meu enorme agradecimento à Oficina da Gasp pela atenção! E também, agradeço à Marcia Quiroz pelo empréstimo de imagens, muchas gracias!

 

 

 

Oficina de modelagem de calçados

Em abril participei de uma oficina de modelagem de calçados incrível, promovida pela Oficina da Gasp, já falei deles aqui, uma marca de calçados local super autêntica.

comentei em outros momentos o quanto modelagem é um tema delicado, que nos exige muito esforço para aprender e cada vez mais, que estudo o tema só reforço esta ideia de que: sim, é preciso exercitar muita modelagem para que possamos compreender melhor este tema. Até porque, é super importante conhecer muito bem todas as características dos calçados, mas também dos pés. Quem nunca comprou um sapato que acabou com os pés na primeira e segunda usada, que atire a primeira pedra, né?! Isso é muito fruto de uma modelagem mal pensada. Portanto, atenção máxima à ela!

 

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Imagem: Oficina da Gasp

 

Nesta oficina de modelagem de calçados, na Oficina da Gasp, Bruna e Renan (os mentores)  privilegiaram um modelo da sapataria clássica para ser reproduzido, assim pudemos perceber na prática todas as etapas e processos do desenvolvimento de um calçado.

Tudo começou com cada participante escolhendo uma fôrma e então, cada um “empapelava”, ou seja, cobria de fita crepe.

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Fôrma empapelada./ Imagem: Oficina da Gasp

É importante estar atento para que não forme nenhum vinco ou pequenas bolhinhas, caso você perceba que isso irá ocorrer, faça pequenos cortes, como se fossem pences, isso ajudará a um melhor ajuste da fita na fôrma. Vale lembrar que: existem diversas maneiras de empapelar uma fôrma, aqui aprendi a forrar com a fita sendo usada na horizontal, em tiras.

Após esta etapa, que demora alguns bons minutos, pegue uma folha e contorne toda a forma no papel, resultando no formato da sola.

 

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Sola

Assim que estiver com a sola contornada, recorte e anote ali mesmo todas as informações como, número e o que mais achar pertinente. Pode parecer besteira, mas sei que para quem esta começando nem sempre tudo é óbvio, portanto saiba que o espelhamento da sua forma dará o par de calçados. O que isso significa? Se você fez o pé esquerdo, por exemplo, virando ao contrário o seu molde você terá o pé direito. O mesmo vale para todas as outras partes do molde do seu calçado.

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Desenvolvimento do cabedal /Imagem: Oficina da Gasp

A etapa seguinte é começar a fazer o cabedal do calçado, ou seja, todo o restante do “corpo” do sapato a ser reproduzido. Com a fôrma empapelada em mãos, pegue um lápis e vá traçando as linhas do calçado, observando o modelo já pronto, parte a parte, língua, laterais, marcações de ilhós (se tiver cadarços), observe até onde vai determinada costura e assim por diante.

Depois já terem sido marcados todos os pontos, partes importante do cabedal é hora de preparar o próprio molde, isso significa “transportar” o molde da fôrma para um papel. Com cuidado pegue um estilete e vá removendo as partes empapeladas, onde você desenhou. Assim que tiver removido cada parte, coloque em um papel, faça as correções com um compasso, acrescente as margens de costura e anote todas as informações necessárias.

Semana que vem continuamos o assunto, ok?! Não perca!

**Deixo aqui também, registrado, meu agradecimento para a Oficina da Gasp, sempre imensamente atenciosa comigo. Muito obrigada!

Que tal adesivo nos pés?

Olha que ideia boa: dois designers italianos desenvolveram uma espécie de palmilha adesiva para proteger os pés em situação em que você estará descalço, como por exemplo na praia ou na piscina e ainda, garante proteção de caminhadas em regiões com pedras.

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A marca chama-se NakeFit e garante que é super prático de ser usado, protege os pés nos dias de calor e… nada de ficar pulando na areia quente, sem contar que evita a proliferação de fungos e bactérias nos pés.

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Para usar, segundo a NakeFit é bem fácil, basta remover a película e colar na sola dos pés.

Ficou curioso? Dá uma olhadinha no site oficial da NakeFit.

Modelagem de Scarpin

Muitas vezes já comentei por aqui que modelagem de calçados é um assunto um tanto quanto delicado, requer muita prática e empenho, não se trata de algo fácil e que se aprenda da noite para o dia.

Mas, sei que tem bastante gente por aí, que se interessa pelo assunto e que na hora de buscar materiais encontra dificuldades para ter acesso a alguma ferramenta. Por isso, uma boa dica de imediato é o livro Modelagem de calçados.

Por outro lado, modelagem é uma coisa que se aprende muito na prática, é imprescindível exercitar, errar, errar, ir aos poucos se achando e encontrando seu caminho de compreender a modelagem. E nessa hora, o importante é aprender através das modelagens clássicas de calçados, para que depois que você já domine esta etapa de todo o processo, você possa começar a ousar e ir construindo designs diferenciados de calçados.

Portanto, conforme acabei de comentar é necessário aprender do básico e uma das modelagens mais fáceis e básicas é a construção de um scarpin. Dá só uma olhada neste vídeo, que mostra o processo de desenvolvimento deste calçado.

 

Observe no vídeo que o cabedal do calçado não é cortado de maneira inteira, e sim divida em duas partes, uma maior que a outra. Isso ocorre, porque com a angulação do calçado por conta do salto sofre uma modificação e a parte interna do pé se modifica, fazendo com que haja necessidade de uma peça um pouco maior, do que se simplesmente a peça fosse espelhada, por isso é preciso cortar o cabedal em duas partes em dimensões diferentes, para posteriormente ser costurada, transformando as duas peças em um único cabedal.

Ficou na dúvida? Pegue um modelo de scarpin e observe a parte interna:

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Viu só?! Ali dá para entender melhor, e é fácil perceber como funciona essa questão da “voltinha” interna dos pés em um calçado de salto.

Minha experiência com modelagem de calçados

Aprender modelagem não é tarefa fácil, é algo que requer muita prática. Confesso que, aprendi (e sigo aprendendo) modelagem aos trancos e barrancos, porque nunca foi uma coisa lógica para mim, por mais que eu estudasse e me esforçasse nunca entendia de cara tudo.

Meu primeiro contato com modelagem foi quando estudei moda, mas todo o conteúdo do curso era voltado para vestuário. Até tive um aperitivo sobre modelagem de calçados por puro interesse meu e a professora me incentivou a explorar o assunto dando dicas, no entanto foi realmente uma breve experiência.

Mais tarde, há pouco tempo comecei a estudar e explorar mais o tema, assim percebo que como estudei modelagem de vestuário a introdução à modelagem de calçados foi razoável. Por outro lado, o assunto muda bastante, porque toda a modelagem é feita já na fôrma, há de se considerar a ideia das dimensões e tudo mais. Uma mescla de moulage? Pode ser, talvez!

Por isso, resolvi contar aqui esta etapa mais inicial e básica, assim sendo já deu para notar que não é fácil, mas com a ajuda de alguns vídeos, livros e esforço as coisas vão acontecendo.

Já pensou em fazer um bolo? Pois bem, para isso é necessário seguir alguns passos básicos, não é mesmo?! Então, de certa forma, aqui a história é parecida.

Para começar você vai precisar de:

  • uma fôrma (adequada ao que pretende desenvolver, sapatilha, com ou sem salto, bico fino, quadrado, redondo e numeração).

  • um rolo de fita crepe

  • lápis para fazer as marcações

  • tesoura

  • estilete

Com estes materiais em mãos faça o “empapelamento” da fôrma, que nada mais é que revestir a fôrma com a fita crepe, mas faça isso apenas na metade externa (imagine a parte de fora do pé) e com pedaços pequenos de fita crepe sobrepostos.

Observe as imagens para compreender melhor como é feita esta etapa. Neste caso optei por forrar uma fôrma para sapatilha de bico fino número 35 e pé esquerdo.

Enquanto estiver fazendo o “empapelamento” é importante que os pedaços de fita crepe fiquem sobrepostos e bem esticados, evitando assim, o surgimento de bolhas, já que após serem marcados os pontos básicos (próximo post), começará a nascer o cabedal da sapatilha. Portanto, é indispensável que esta etapa seja feita cuidadosamente!

Gostou do assunto?

 Semana que vem tem mais hein?! Não perca!

Desenhando no Corel

Já falei aqui no blog, em diversos outros posts, sobre a maneira como cada equipe de criação e designers independentes trabalham. Ou seja, cada equipe ou profissional cria sua própria metodologia de trabalho e desenvolve os desenhos de modo próprio. Isso pode acontecer desenhando esboços, depois ir para um software de desenho e ser aprimorado, outros preferem a maneira tradicional de desenvolver croquis e ilustrar, com alguma técnica específica (rotulador, aquarela, lápis de cor, etc), ficando a critério de cada empresa/designer determinar o que e como usar. Mas, é importante ressaltar que em grande empresas, onde o trabalho exige agilidade, desenvolver modelos de calçados em algum programa de desenho faz com que se ganhe tempo com resultados interessantes e reais.

Os skeches – como chamamos os desenhos feitos em algum software-, oferecem uma possibilidade imensa de se desenhar no computador. Na minha opinião a mais fácil é o Corel Draw, não é difícil, com um pouco de prática você pega o jeito e acima de tudo o resultado é realístico.

Além disso tudo, modelos de calçados desenvolvidos com alguma técnica no Corel ressaltam a perspectiva, efeitos de sombreamento, principalmente na parte interna, sem falar nos detalhes como zíper, pedrarias, ferragens etc, tudo isso realça o volume do calçado.
E como conclusão o que pode-se notar é que esta é uma ótima ferramenta para o trabalho dos designers de calçados, oferecendo uma boa gama de possibilidades, facilitando o resultado final da sua coleção.

Diseño de Calzado con CorelDRAW X8: Reinventando el Calzado

Durante o desenvolvimento de uma coleção de calçados, invariavelmente será necessário o uso de algum tipo de software. Muitas vezes, é possível desenvolver sketches bem reais, tornando mais fácil para os clientes verem o resultado final da coleção. Além disso, outra vantagem de se usar algum programa é a possibilidade de já ir montando fichas técnicas, com todo o detalhamento do calçado.

Assim, não tem como fugir, algum programa você irá utilizar para tornar seu trabalho mais rápido. Muitas empresas acabam desenvolvendo seus próprios softwares, outras utilizam o sistema CAD e o Corel Draw, este possui interface relativamente fácil e depois que você pega o jeito, é super prático.

Então, hoje a sugestão de leitura que apresento aqui é o “Diseño de Calzado con CorelDRAW X8: Reinventando el Calzado“, escrito em espanhol e de autoria de Iván Rodríguez Córcoles.

O livro faz uma breve introdução sobre calçados e sua história, depois explica um pouco sobre a interface do programa, suas principais ferramentas e vai ensinando a construir um modelo de calçado.

Pesquisei por aí e encontrei apenas no Amazon por R$49,54. Para quem tem interesse pelo assunto, gosta de trabalhar com modelagem, mas precisa de algo que torne seu trabalho mais rápido, será extremamente útil.