Oficina da Gasp – Consumo local e ativismo

Há duas semanas comecei a contar um pouco sobre a história da Oficina da Gasp, marca autoral de calçados de Curitiba, semana passada contei como é o desenvolvimento dos produtos e hoje é a última parte da conversa que tive com a Bruna Andrade, uma das responsáveis pela marca.

Quem é o público da Gasp?
Bruna conta que Curitiba é o grande público, são pessoas que estão envolvidas com o ideal de consumo local, que gostam da ideia de saber que o valor investido na compra de um calçado, por exemplo, vai permanecer ali, estimulando o trabalho de pequenos empresários.

Como acontece a experiência de compra?

Normalmente quem compra acaba escolhendo indo buscar na Casa 102, proporcionando  a experiencia completa, de ir e ver onde é produzido, há uma surpresa de descobrir que o produto é feito logo ali, tão próximo.

Atelie da Oficina da Gasp – onde tudo começa./ Foto: Fernando Zequinão

Por que a escolha de conceito sem gênero?
Bruna comenta que de certa forma muito do que eles produzem tem a ver com o que pensam e com gostos pessoais, assim ela ressalta que sempre gostou de modelos masculinos e quando entrava em uma loja nunca tinha a sua numeração. E havia sempre um questionamento, do motivo pelo qual nunca eram produzidos em uma numeração menor. Ao mesmo tempo, não se identificava muito com os modelos femininos disponíveis por aí, e os questionamentos surgiram de que não deveria existir uma regra sobre feminino e masculino. Depois de conhecerem um pouco mais sobre calçados, perceberam que existe uma diferença anatômica nos pés de homens e mulheres, mas há a possibilidade de encontrar um ponto de equilíbrio nestes calçados, e portanto produzir modelos iguais para homens e mulheres.
E é nessas horas que muitas pessoas se encontram, segundo a Bruna, porque mulheres com pés maiores acabam achando opções como as da Gasp mais interessantes. Por outra perspectiva, para produção e gestão é muito mais fácil não existir essa barreira de gênero, já que podem produzem uma série mínima que atinja mais pessoas.

Editorial/ Foto: Isis Freitag

Quando vocês entregam um par de calçados finalizado que tipo de mensagem vai em uma caixa?
“Uma história, história real, não é estratégia de marketing da marca, é real. Quem compra é porque quer de qualquer jeito aquele produto, esta perdidamente apaixonado pela bagagem que o produto carrega, não é simplesmente pelo produto”, revela Bruna, e acrescenta ainda que quem compra vê quem são as pessoas que fazem, que criam e um pouco do ativismo da Gasp, que é advinda de um trabalho ético, não exploratório, menos poluente, destaca a importância de refletir mais sobre a origem dos produtos e assim acredita que, quando uma pessoa vê um par de calçados da Gasp, percebe  que tudo aquilo é fruto de um trabalho feito com amor e carinho.

Ficou curioso/curiosa em conhecer?

Faça uma visita! Eles são super simpáticos e atenciosos! Vão te receber super bem, acredite!

O endereço é Alameda Júlia da Costa, 102. Curitiba.

Um comentário em “Oficina da Gasp – Consumo local e ativismo

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s